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Ministro da Economia da Argentina viaja aos EUA, com FMI e investimentos na pauta

Com o Fundo, a pauta é o início formal da segunda revisão do acordo entre as partes

Os dados são da agência Télam (AFP/AFP)

Os dados são da agência Télam (AFP/AFP)

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Estadão Conteúdo

5 de setembro de 2022, 18h54

O ministro da Economia argentino, Sergio Massa, viaja nesta segunda-feira a Washington para iniciar uma viagem aos Estados Unidos, em busca de investimentos e também para dialogar com o Fundo Monetário Internacional (FMI), informa a agência estatal Télam.

Segundo a imprensa oficial, Massa se reúne no dia 12 com a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva. Com o Fundo, a pauta é o início formal da segunda revisão do acordo entre as partes. Ele também se encontrará nos próximos dias com autoridades da Casa Branca, do Tesouro americano, além de empresários e investidores.

A Télam lembra que, com a segunda revisão do programa confirmada e a aprovação do diretório do FMI, deve ser liberada uma parcela de US$ 4,1 bilhões para o país.

A agência diz que Massa já tem executado políticas para melhorar o quadro fiscal, antecipando que não haverá mais financiamento do Banco Central da República Argentina (BCRA) ao Tesouro dentro de um ano, além de ter feito uma troca de dívidas para reduzir as necessidades de financiamento no terceiro trimestre. O governo tenta ainda lançar medidas para apoiar a entrada de dólares.

Massa deve se reunir com representantes do Banco Mundial e do Banco Interamericano de Desenvolvimento, para "solicitar a aceleração de desembolsos para o país", diz a agência. Falará ainda com dirigentes das principais empresas da Câmara Americana de Comércio e terá reuniões setoriais com montadoras, por exemplo.

Na sexta-feira, 9, o ministro deve viajar a Houston, para encontros com representantes de empresas petroleiras e outros agentes do setor de energia. O governo argentino ainda pretende lançar um programa para tentar atrair mais turistas para a Argentina. Buenos Aires almeja também um maior compromisso do governo de Joe Biden para investigar argentinos por eventual evasão de divisas para os EUA, com acordos automáticos de troca de informação nessa frente, diz a agência oficial.

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