Militares da ditadura argentina condenados à prisão perpétua

Quarto Tribunal Criminal Federal de Buenos Aires condenou os quatro acusados pelos crimes de "privação ilegítima de liberdade, tortura, estupro e homicídio"

Buenos Aires – Quatro militares reformados foram condenados à prisão perpétua nesta quinta-feira por crimes contra a humanidade durante a ditadura argentina envolvendo 204 vítimas, entre elas dois franceses e uma alemã.

O Quarto Tribunal Criminal Federal de Buenos Aires condenou os quatro acusados pelos crimes de “privação ilegítima de liberdade, tortura, estupro e homicídio” contra 204 vítimas levadas ao centro clandestino de detenção conhecido como “El Vesubio”, no sudoeste de Buenos Aires, informou o Poder Judiciário.

Os condenados são os militares reformados Federico Minicucci, 82 anos, Jorge Crespi, 80, Gustavo Cacivio, 71, e Néstor Cendón, 66 anos.

No “El Vesubio” estiveram os franceses Françoise Dauthier e Juan Soler, e a alemã Elizabeth Käsemann, os três desaparecidos durante a ditadura argentina.

No total, 2.500 vítimas da ditadura passaram pelo “El Vesubio” entre 1976 e 1978, quando o centro de detenção foi demolido diante da iminente visita de uma delegação da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH).

Pelo “El Vesubio” passaram ainda o escritor Haroldo Conti, o roteirista Héctor Oesterheld e o cineasta Raimundo Gleizer.

Em 2011, em outro julgamento envolvendo o “El Vesubio”, foram condenados à prisão perpétua um general e um coronel por crimes contra a humanidade.

O comandante do centro de detenção, coronel Pedro Durán Sáenz, morreu durante o primeiro processo.

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