México: uma visita inconveniente

Que o presidente norte-americano Donald Trump, não será fácil de engolir, os mexicanos estão carecas de saber, mas aos poucos eles descobrem o quão difícil será aguentar seu governo. Hoje é um desses dias de reunir pistas, e forças, para entender melhor como se posicionar: os secretários Rex Tillerson, de Estado, e John Kelly, de Segurança Interna, estão no México, onde irão discutir imigração, segurança, fronteira e comércio com o presidente Enrique Peña Nieto e seus ministros.

Em tentativas diplomáticas anteriores, Trump e Peña Nieto discordaram ao ponto de discutir pelo Twitter e até canceleram uma reunião marcada para Washington. O governo de Trump já assinou ordens da construção do muro na fronteira, e insiste que o México irá pagar — afirmação negada pelo governo de Peña Nieto.

À frente das discussões desta quinta-feira deve estar a nova resolução sobre imigração de Donald Trump, divulgada na terça-feira, após uma corte de apelações botar abaixo a antiga normativa do presidente, na semana passada. No novo texto, os Estados Unidos se propõem a aumentar as deportações, agilizar os processos, desencorajar pessoas que buscam asilo, além de contratar novos oficiais de fronteiras e criar órgãos de governo para lidar com o tema. É incerto como será a reação à medida, mas autoridades mexicanas já temem pelo pior: há o risco da criação de campos de imigrantes na fronteira, já que a ordem permite que qualquer um pego entrando pela borda com o México seja enviado de volta, sendo mexicano ou não — algo inédito até então.

O ministro de Relações Exteriores do México, Luis Videgaray, deixou claro que “o governo e as pessoas do México não têm que aceitar as medidas impostas unilateralmente por qualquer outro governo”. Da parte americana, Rex Tillerson, até agora tem sido bastante discreto no modo de lidar com a política internacional. A ver como será sua postura hoje.

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