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Merkel volta a dizer que islã e muçulmanos são parte da Alemanha

A chefe de governo afirmou que casos de xenofobia não acontecem no país e que a liberdade religiosa é um dos fundamentos alemão

A Alemanha tem atualmente 4,5 milhões de muçulmanos em seu país (Fabrizio Bensch/Reuters)

A Alemanha tem atualmente 4,5 milhões de muçulmanos em seu país (Fabrizio Bensch/Reuters)

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EFE

Publicado em 21 de março de 2018 às 11h28.

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Berlim - A chanceler alemã, Angela Merkel, reiterou nesta quarta-feira que o islã e os muçulmanos "são parte" do seu país, durante um debate sobre a identidade cultural da Alemanha e contradizendo o ministro de Interior, Horst Seehofer.

Esta foi a primeira declaração do seu governo e quando listou as principais inciativas do seu quarto mandato. Atualmente, a Alemanha tem 82 milhões de habitantes e 4,5 milhões são muçulmanos.

"Eles e a sua religião já são parte do nosso país", disse ela, sobre a nação que historicamente é cristã.

A grande maioria destes muçulmanos, defendeu a chanceler, "rejeita o radicalismo" e pratica a sua religião "de forma pacífica e de acordo com a Constituição".

Merkel acrescentou que a violência, a xenofobia, o racismo e o antissemitismo "não acontecem" na Alemanha e que a liberdade religiosa é uns fundamento do país. A convivência dentro da diversidade cultural e religiosa, argumentou a chefe do governo alemão, "se baseia na lei".

A líder da União Democrata-Cristã (CDU) se posicionou claramente contra Seehofer, o líder da União Social-Cristã (CSU), que em sua primeira entrevista como ministro de Interior disse que "o islã não pertence à Alemanha".

 

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