Manifestantes pedem fim das medidas de combate ao coronavírus na Alemanha

Cerca de 17 mil pessoas protestaram neste sábado. Entre os ativistas, grupos antivacina e simpatizantes de partidos de extrema-direita

Cerca de 17 mil pessoas se reuniram neste sábado (1) em Berlim, na Alemanha, para protestarem contra as medidas de prevenção adotadas pelo governo alemão contra o coronavírus. O ato reuniu grupos antivacina, simpatizantes da extrema-direita do país  grupos que se denominavam “pensadores livres”. Eles alegam que medidas que incentivam quarentena e o distanciamento social limitam a liberdade das pessoas.

Chamada de “O fim da pandemia – dia da liberdade”, a marcha foi organizada pela internet. Os organizadores esperavam que 500 mil pessoas comparecem ao evento. Entre os que foram, poucos estavam utilizando máscaras e quase ninguém estava respeitando a distância física de 1,5 metro para evitar a disseminação do coronavírus, conforme reportado pela AFP.

Durante o ato, manifestantes entoaram gritos de “somos a segunda onda”, “resistência” e chamaram a covid-19, doença que já infectou mais de 17,5 milhões de pessoas e causou quase 680 mil mortes de “uma grande teoria da conspiração”. A polícia tentou conter os manifestantes, mas as ordens pedindo distanciamento social e uso de máscara não foram respeitadas.

Os ativistas esperam que os protestos possam pressionar o governo alemão a retornar com as atividades normais. “É uma tática de medo. Não vejo perigo com o vírus. Não conheço outras pessoas doentes. Conheci muitas pessoas doentes em março, esquiadores, turistas, algo realmente aconteceu em fevereiro, mas agora não há mais pessoas doentes”, disse uma das manifestantes à AFP.

Outra manifestante afirmou que “aqueles que não se informam, diferentemente de nós, são ignorantes e acreditam em tudo o que o governo diz.” Segundo dados oficias do governo alemão, mais de 9 mil pessoas morreram por coronavírus no país até este sábado.

Os protestos causaram polêmica não apenas por irem contra as recomendações de órgãos de saúde como a Organização Mundial da Saúde (OMS), que reitera que a pandemia ainda não foi controlada na Europa. O lema do discurso, dia da liberdade”, é o mesmo utilizado no título de um filme de 1935 que conta a história de uma conferência partido de Adolf Hitler durante o regime nazista.

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