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Mais cinco documentos confidenciais são encontrados na casa da família Biden

Uma lei de 1978 tornou obrigatório que presidentes dos EUA e seus vices enviem todos os seus e-mails, cartas e outros documentos comerciais para os Arquivos Nacionais

Joe Biden: presidente dos EUA será investigado por guardar documentos secretos (Jim Lo Scalzo/EPA/Bloomberg/Getty Images)

Joe Biden: presidente dos EUA será investigado por guardar documentos secretos (Jim Lo Scalzo/EPA/Bloomberg/Getty Images)

A
AFP

14 de janeiro de 2023, 17h59

Mais cinco páginas de documentos confidenciais foram encontradas em uma sala adjacente à garagem da casa da família do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, em Wilmington, Delaware, informou a Casa Branca neste sábado (14).

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Esses documentos, que datam de quando Biden era vice-presidente (2009-2017), foram encontrados pelo advogado da Presidência, Richard Sauber, após chegar ao local na noite de quinta-feira, disse este último em comunicado.

O funcionário tinha ido à residência de Biden para fiscalizar a transmissão aos tribunais de uma primeira série de documentos confidenciais encontrados na quarta-feira.

Sauber relembrou que, quando os advogados pessoais do presidente revistaram a casa, encontraram uma página marcada como documento confidencial.

Porém, por não possuírem autorização para analisar esse tipo de registro, não seguiram com as investigações e notificaram o Departamento de Justiça.

Uma lei de 1978 tornou obrigatório que presidentes dos EUA e seus vices enviem todos os seus e-mails, cartas e outros documentos comerciais para os Arquivos Nacionais.

Sauber, que possui autorização para analisar documentos confidenciais, descobriu mais cinco páginas quando foi à Casa Branca, elevando o total para seis, e afirmou que os funcionários do Departamento de Justiça que o acompanhavam as apreenderam "imediatamente".

Além dos arquivos encontrados na residência, outros documentos sigilosos foram descobertos em novembro no Penn Biden Center, um centro de diplomacia onde o presidente tinha um escritório, que também foram entregues à Justiça.

O procurador-geral dos EUA, Merrick Garland, nomeou um promotor independente para investigar o caso.

A Casa Branca se apressou a tornar públicos os arquivos encontrados na residência da família de Biden, mas não divulgou o material achado no escritório de Washington até a última segunda-feira (9), dois meses depois.