Maduro pede que clamor de reorganização não fique no ar

O presidente da Venezuela reivindicou, em seu primeiro discurso na Assembleia da ONU, que clamor por reorganização da ONU não fique no ar

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, reivindicou nesta quarta-feira, em seu primeiro discurso perante a Assembleia Geral das Nações Unidas, "que não fique no ar o clamor de uma reorganização da ONU".

"O protagonismo das regiões é muito diferente do que existia em 1945. É outro mundo e (a ONU) deve adaptar-se a um mundo multipolar com novos atores que têm voz própria", disse Maduro em uma fala na qual também dedicou uma lembrança ao falecido presidente Hugo Chávez.

O chefe de Estado venezuelano se uniu de forma contundente às posições que neste mesmo fórum manifestaram hoje vários presidentes latino-americanos, entre eles Dilma Rousseff, para pedir uma reorganização das Nações Unidas e dar mais voz aos países emergentes.

Maduro insistiu que "se necessita um sistema de reorientação e reajuste" do sistema das Nações Unidas que foi fundado no final da Segunda Guerra Mundial e já completa 70 anos.

Além disso, denunciou que a Carta das Nações Unidas "se transformou em um instrumento violado de forma permanente" em seus objetivos fundamentais.

Por outro lado, o chefe de Estado venezuelano reiterou a rejeição de seu país ao "bloqueio econômico" a Cuba, que tachou de anacronismo da Guerra Fria.

"Presidente (Barack) Obama quando vai chegar a oportunidade para que o senhor entre para a história e suspenda de uma vez o bloqueio econômico contra Cuba?", questionou.

Maduro também manifestou o apoio à presidente argentina, Cristina Kirchner, em sua campanha contra os denominados "fundos abutre" e pediu a redação de um texto de cumprimento obrigatório "para defender-nos dos especuladores que tentam saquear as economias".

Em termos nacionais, disse que a Venezuela está realizando "uma revolução democrática" e que seu país alcançou praticamente todos os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, fixados pelas Nações Unidas.

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