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Lituânia diz que Rússia pode atacar países bálticos em 24 horas

Lituânia, Letônia e Estônia têm demonstrado preocupação desde a incorporação da península da Crimeia pela Rússia em 2014

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Raimundas Karoblis, sobre tensões com a Rússia: "o tempo de resposta da Otan não é tão rápido quanto nós gostaríamos que fosse" (Ints Kalnins/Reuters)

Raimundas Karoblis, sobre tensões com a Rússia: "o tempo de resposta da Otan não é tão rápido quanto nós gostaríamos que fosse" (Ints Kalnins/Reuters)

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Reuters

Publicado em 3 de abril de 2017, 11h42.

Vilnius - A Rússia desenvolveu a capacidade de atacar os países bálticos com apenas 24 horas de antecedência, limitando as opções de resposta da Otan a ter forças militares já mobilizadas na região, afirmou o serviço de inteligência da Lituânia nesta segunda-feira.

Lituânia, Letônia e Estônia, anexadas pela União Soviética na década de 1940, hoje fazem parte da Otan e da União Europeia e têm demonstrado preocupação desde a incorporação da península da Crimeia pela Rússia em 2014.

O serviço de inteligência da Lituânia informou, em sua avaliação anual de ameaças, que a Rússia teria atualizado seu Exército na região do Kaliningrado no ano passado, diminuindo tempos de execução de qualquer ataque e potencialmente impedindo reforços da Otan.

A melhoria russa incluiu aviões de combate Su-30 e sistemas de míssil, permitindo atacar navios em praticamente todo o Mar Báltico.

"É um sinal para que a Otan melhore seu tempo de decisão", disse a repórteres o ministro da defesa da Lituânia, Raimundas Karoblis, nos bastidores da apresentação da análise. "O tempo de resposta da Otan não é tão rápido quanto nós gostaríamos que fosse".

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, rejeitou as preocupações, que considerou como uma demonstração de sentimento contra a Rússia.