Likud aprova lista com Yisrael Beiteinu para eleições

A decisão, anunciada na quinta-feira passada por ambos os líderes após um ano de negociações secretas, tinha recebido críticas de membros do Likud nos últimos dias

Jerusalém – O partido Likud de Israel, do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, aprovou nesta segunda-feira em Tel Aviv por grande maioria a participação em lista conjunta nas próximas eleições com o partido nacionalista Yisrael Beiteinu, do ministro das Relações Exteriores, Avigdor Lieberman.

A decisão, anunciada na quinta-feira passada por ambos os líderes após um ano de negociações secretas, tinha recebido críticas de membros do Likud nos últimos dias, o que gerou uma expectativa de uma possível rejeição à proposta.

A votação do Comitê Central, principal órgão decisório do partido com mais de 3 mil dirigentes e militantes de todo o país, foi realizada com votação aberta, já que o principal representante do ”não”, o ministro Michael Eitan, não conseguiu reunir assinaturas suficientes para uma eleição com voto secreto. Os partidários do ”não” acreditavam que, caso a votação fosse secreta, existiria alguma chance da lista conjunta não ser aprovada.

Imediatamente depois do resultado, Lieberman emitiu um comunicado no qual garantia que a convocação conjunta ”vai permitir a construção de um governo forte e estável após as eleições e que poderá lidar melhor com os desafios enfrentados pelo Estado de Israel”.

”Esta decisão devolverá a Israel o poder para governar e vai gerar um fortalecimento interno e independência em relação ao mundo exterior”, acrescentou.

Antes da votação, Netanyahu defendeu sua manobra em um discurso no qual se esforçou em destacar que ”o Likud vai continuar sendo um partido independente”.

”Pretendo liderar Israel por muitos anos. E o Likud vai liderar Israel por muitos anos”, disse, para acabar com as dúvidas sobre possíveis fusões ou governos rotatórios de ambos os partidos.


O acordo coloca Netanyahu como o primeiro da lista e Lieberman em segundo, que – em caso de vitória nas urnas – poderia escolher entre manter o ministério das Relações Exteriores ou assumir a Defesa ou as Finanças.

As últimas pesquisas divergem sobre se a lista conjunta vai atrair mais eleitores do que os dois partidos separadamente, embora todas indiquem um triunfo da direita e dos partidos religiosos.

O Likud e o Yisrael Beiteinu somam atualmente 42 cadeiras no Parlamento, o mesmo número que mostra uma pesquisa do ”Canal 2” para as eleições antecipadas.

Outra pesquisa publicada hoje pelo jornal ”Maariv” indica 43 deputados para a nova lista, batizada de ”Likud Beiteinu”, enquanto a do ”Canal 10”, mostra que devem conseguir 35 cadeiras. 

Apoie a Exame, por favor desabilite seu Adblock.