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Jornalistas brasileiros são detidos em fronteira com a Venezuela

Profissionais foram detidos na noite de segunda-feira, quando cobriam a crise migratória venezuelana na localidade de Santa Elena

Imagem de arquivo da fronteira Brasil-Venezuela: Os brasileiros Tiago Henrique da Silva e Fernanda Kraide Camuzzo, e o espanhol Álvaro Fernández Fernández foram detidos na noite de segunda-feira (Nacho Doce/Reuters)

Imagem de arquivo da fronteira Brasil-Venezuela: Os brasileiros Tiago Henrique da Silva e Fernanda Kraide Camuzzo, e o espanhol Álvaro Fernández Fernández foram detidos na noite de segunda-feira (Nacho Doce/Reuters)

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AFP

Publicado em 14 de novembro de 2018 às 09h59.

Dois jornalistas brasileiros e um espanhol foram detidos durante horas por militares venezuelanos quando realizavam uma reportagem na fronteira entre Brasil e Venezuela, denunciou nesta nesta terça-feira o site de notícias Late, para o qual trabalhavam.

Os brasileiros Tiago Henrique da Silva e Fernanda Kraide Camuzzo, e o espanhol Álvaro Fernández Fernández foram detidos na noite de segunda-feira, quando cobriam a crise migratória venezuelana na localidade de Santa Elena, sendo libertados na tarde desta terça.

"Confirmamos que o Exército venezuelano libertou nossos colegas detidos durante quase 24 horas, a partir da noite de 12 de novembro, no Centro Militar de Escamoto, na cidade de Santa Elena. Nossos companheiros já se encontram no território brasileiro", informou o Late.

Os jornalistas foram "completamente" revistados e passaram a noite em colchonetes, segundo Late, um empreendimento editorial de jornalistas latino-americanos.

O Sindicato Nacional de Trabalhadores da Imprensa (SNTP) da Venezuela denunciou o incidente como uma "prática sistemática de assédio" à mídia internacional por parte das autoridades venezuelanas.

Em setembro passado, uma jornalista argentina e dois britânicos foram detidos durante oito horas pormilitares venezuelanos na localidade de Paraguachón (noroeste), na fronteira com a Colômbia.

Organizações como o SNTP e o Espaço Público acusam o governo do presidente Nicolás Maduro de violar a liberdade de expressão com o fechamento de jornais, censura e restrições à entrega de papel de imprensa, controlado pelo Estado.

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