Johnson recusa renunciar após ser multado por descumprir regras sanitárias

A polícia de Londres multou Johnson e outras pessoas nesta terça-feira, 12, por participar de uma festa de aniversário do primeiro-ministro em seus escritórios em Downing Street em 19 de junho de 2020
Boris: A multa ocorreu após uma investigação policial e meses de perguntas sobre festas em escritórios do governo que descumpriram as restrições (Getty Images/Hannah McKay - WPA Pool)
Boris: A multa ocorreu após uma investigação policial e meses de perguntas sobre festas em escritórios do governo que descumpriram as restrições (Getty Images/Hannah McKay - WPA Pool)
Por Estadão ConteúdoPublicado em 13/04/2022 20:05 | Última atualização em 13/04/2022 19:14Tempo de Leitura: 2 min de leitura

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, se recusou a renunciar depois de ser multado por violar as regras do "lockdown" contra o coronavírus de seu governo, dizendo que redobraria os esforços para fortalecer a economia e responder à agressão russa na Ucrânia.

A polícia de Londres multou Johnson e outras pessoas nesta terça-feira, 12, por participar de uma festa de aniversário do primeiro-ministro em seus escritórios em Downing Street em 19 de junho de 2020. A penalidade fez de Johnson o primeiro primeiro-ministro britânico que infringiu a lei enquanto estava no cargo.

"Compreendo a raiva que muitos sentirão por eu mesmo ter falhado em respeitar as próprias regras que o governo que lidero havia introduzido para proteger o público, e aceito com toda a sinceridade que as pessoas tinham o direito de esperar mais", disse Johnson ontem. "E agora sinto uma obrigação ainda maior de cumprir as prioridades do povo britânico", acrescentou.

A multa ocorreu após uma investigação policial e meses de perguntas sobre festas em escritórios do governo que descumpriram as restrições. Parlamentares da oposição exigiram a renúncia de Johnson, argumentando que as multas dadas a ele e ao chefe do Tesouro, Rishi Sunak, eram evidências de "criminalidade" no coração do governo.