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Itália: divergências de aliados na campanha minam promessas de futuro governo

Giorgia Meloni, do partido Irmãos da Itália, apoiou firmemente a Ucrânia em sua defesa contra a Rússia

O atual presidente da Itália, Sergio Mattarella (Antonio Masiello/Getty Images)

O atual presidente da Itália, Sergio Mattarella (Antonio Masiello/Getty Images)

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Estadão Conteúdo

20 de outubro de 2022, 20h15

O presidente da Itália, Sergio Mattarella, deu início a consultas formais para fornecer à Itália um novo governo em poucos dias, mas a disputa entre aliados de campanha de direita corre o risco de minar promessas favoráveis à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e pró-Europa da futura coalizão governista sobre a guerra entre Rússia e Ucrânia.

Giorgia Meloni do partido Irmãos da Itália, que contabilizou maioria dos votos e apoiou firmemente a Ucrânia em sua defesa contra a Rússia, está ansiosa para se tornar a primeira líder de extrema-direita do país a chefiar um governo desde o fim da Segunda Guerra, além de ser a primeira mulher a ocupar o cargo.

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Entretanto, para garantir maioria dominante no Parlamento e levar ao poder seu partido com suas raízes neofascistas, Meloni precisa governar em coalizão com as forças de Matteo Salvini, o líder da Liga, e de Silvio Berlusconi, ex-primeiro-ministro e aliado de sua campanha, com relações estremecidas desde então.

Nesta semana, surgiram gravações de áudio de Berlusconi expressando simpatia pelo presidente russo Vladimir Putin, que arriscaram sabotar qualquer unidade de coalizão, apesar de o ex-primeiro-ministro insistir ser um defensor inabalável da Otan e dos Estados Unidos durante toda a campanha eleitoral.

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