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Irã reivindica controle do Estreito de Ormuz e critica reunião militar liderada pelos EUA

Teerã afirmou que a segurança regional depende da retirada das forças americanas e contestou reunião realizada no Bahrein

Publicado em 2 de julho de 2026 às 08h31.

O Irã voltou a defender o controle sobre o Estreito de Ormuz e criticou a atuação militar dos Estados Unidos no Oriente Médio. Nesta quinta-feira, 2, o vice-ministro das Relações Exteriores iraniano, Kazem Gharibabadi, afirmou que a segurança da região deve ser garantida pelos países locais e rejeitou a reunião liderada por Washington no Bahrein sobre a proteção da rota marítima.

A declaração ocorre um dia após comandantes militares de 12 países se reunirem no Bahrein para discutir a segurança no Oriente Médio e reafirmarem o compromisso com a livre navegação pelo estreito, corredor estratégico por onde passa cerca de 20% do comércio marítimo global de petróleo.

Em publicação na rede social X, Gharibabadi afirmou que o Estreito de Ormuz está sob autoridade iraniana e contestou a presença do Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) na região.

"O Estreito de Ormuz está sob o comando do Irã, não do Centcom", escreveu o diplomata. Segundo ele, a estabilidade regional depende da retirada das forças americanas, do respeito à soberania dos países do Oriente Médio e do reconhecimento da nova configuração geopolítica da região.

A manifestação foi uma resposta ao encontro promovido pelos Estados Unidos no Bahrein, que reuniu representantes de países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Líbano e Síria para debater medidas de segurança voltadas à proteção do tráfego marítimo na região.

Negociações entre EUA e Irã continuam

O posicionamento iraniano foi divulgado enquanto Washington e Teerã mantêm negociações indiretas para implementar o Memorando de Entendimento firmado entre os dois países em junho, com mediação do Paquistão.

A última rodada de conversas terminou na quarta-feira, 1º, em Doha, no Catar, após novos episódios de tensão registrados durante o fim de semana. Apesar das divergências, os dois governos concordaram em dar continuidade às negociações.

A próxima reunião será marcada após a conclusão das cerimônias fúnebres do aiatolá Ali Khamenei, ex-líder supremo do Irã, morto em 28 de fevereiro, nos primeiros dias da ofensiva militar conduzida por Estados Unidos e Israel contra a República Islâmica.

*Com EFE

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