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Irã faz alerta a instituições financeiras e cita títulos do Tesouro dos EUA como ‘alvo’

Governo iraniano também volta a mencionar restrições no Estreito de Ormuz e possíveis impactos no petróleo

Mohammad Bagher Ghalibaf. Teerã associa compra de títulos americanos ao financiamento da guerra e envia “aviso final” a instituições. (Getty Images)

Mohammad Bagher Ghalibaf. Teerã associa compra de títulos americanos ao financiamento da guerra e envia “aviso final” a instituições. (Getty Images)

Ana Dayse
Ana Dayse

Colaboradora

Publicado em 22 de março de 2026 às 18h03.

O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou neste domingo, 22, que instituições financeiras que financiem o orçamento militar dos Estados Unidos poderão se tornar alvo de Teerã em meio à escalada da guerra no Oriente Médio.

Em publicação na rede X, Ghalibaf declarou que “os títulos do Tesouro americano estão banhados com o sangue iraniano” e advertiu investidores. “Ao comprá-los, você está, na prática, financiando um ataque contra seus próprios ativos e infraestrutura. Estamos monitorando seus portfólios. Este é o seu aviso final”, escreveu.

A declaração amplia o discurso de confronto entre Irã e Estados Unidos, iniciado após o agravamento do conflito em 28 de fevereiro.

Estreito de Ormuz e liberdade de navegação

Também neste domingo, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, negou que o país tenha fechado o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo.

“O Estreito não está fechado. Os navios estão hesitando porque seguradoras temem a guerra cuja escolha de iniciar foi de vocês, e não do Irã”, afirmou o chanceler, em referência indireta aos EUA e a Israel.

Araghchi acrescentou que “nenhuma seguradora ou iraniano será abalado por novas ameaças” e defendeu o respeito à liberdade de comércio. “A liberdade de navegação não existe sem liberdade de comércio. Respeite ambos, ou não espere nenhum deles”, declarou.

Mais cedo, porém, autoridades iranianas indicaram que embarcações de países considerados “inimigos” enfrentariam restrições na região. O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas de exportação de petróleo do mundo e qualquer bloqueio pode afetar os preços globais da energia.

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