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Irã e G5+1 lutam contra o tempo para fechar acordo nuclear

Irã e grupo composto por membros do Conselho de Segurança e a Alemanha estipularam a data limite de 24 de novembro para finalizar o acordo

Viena, 14 out (EFE).- O Irã e as grandes potências trabalham contra o relógio para resolver as "diferenças significativas" que ainda existem entre as partes a apenas seis semanas do fim do prazo estabelecido por eles para fechar um acordo que garanta que o programa atômico iraniano é pacífico.

A chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, se reuniu nesta terça-feira em Viena com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammed Yavad Zarif, para preparar o encontro trilateral de amanhã, que terá ainda a participação do secretário de Estado americano, John Kerry.

Antes do encontro de Ashton e Zarif, seus "números dois" tiveram uma reunião de várias horas à qual se uniu o subsecretário de Estado americano, William Burns, e a subsecretária adjunta de Assuntos Políticos, Wendy Sherman.

"A ideia é tentar trabalhar tão duro como pudermos e ver em que ponto estamos na negociação", declarou hoje à imprensa o porta-voz de Ashton, Michael Mann.

Mann lembrou que ainda existem "diferenças significativas" quando ficam seis semanas para o final do período negociador, e não se sabe com certeza se este se voltará a ampliar.

O próprio Zarif afirmou na chegada em Viena que "não será durante esta rodada de negociações" que se chegará a um acordo e deixou claro que é preciso mais tempo porque "há muito trabalho a fazer".

Em novembro do ano passado, Irã e o denominado Grupo 5+1 (os membros permanentes do Conselho de Segurança - França, Reino Unido, EUA, China, Rússia, mais a Alemanha) fixaram um roteiro para fechar um acordo antes de 20 de julho.

Esse prazo expirou sem que eles conseguissem ultrapassar as diferenças e as duas partes estabeleceram uma nova data limite: 24 de novembro.

O acordo pretende dar garantias à comunidade internacional de que o Irã não produzirá armas nucleares após mais de uma década de litígios por causa de seu controvertido programa atômico.

Os últimos meses de frenéticas negociações buscaram estabelecer uma regulação que, em troca das garantias do Irã suspenda as sanções internacionais que afogam a economia da República Islâmica.

Este processo negociador foi iniciado após a chegada à presidência de Hassan Rohani, que buscou melhorar as relações de seu país com o Ocidente e reiterou que as ambições nucleares de Teerã são exclusivamente pacíficas.

O próprio Rohani demonstrou otimismo antes desta rodada de negociações ao afirmar que haverá um acordo nuclear em que tanto o Irã como as grandes potências serão ganhadores.

"Chegamos a um acordo no consenso geral do tema", declarou o presidente iraniano ontem à noite em discurso transmitido pela televisão nacional.

"Todos aceitaram que as sanções devem ser eliminadas e ninguém pretende que o Irã não enriqueça urânio", antecipou Rohani.

Embora as grandes potências, inclusive os EUA, tenham aceitado como fato consumado o Irã dispor de tecnologia nuclear, a questão agora é estabelecer a amplitude desse programa, especialmente a capacidade para fabricar urânio enriquecido, um combustível de uso tanto civil como militar.

Esta nova rodada de contatos ganha mais importância porque as negociações passadas em Nova York, que ocorreram paralelamente à Assembleia Geral da ONU, não trouxeram avanços.

As atuais negociações terminam quinta-feira com um encontro dos diretores políticos das Relações Exteriores das seis grandes potências com Zarif e Ashton, a encarregada de negociar em nome do G5+1 com o Irã.

Fontes da União Europeia indicaram hoje que não se sabe ainda se deste encontro sairá pelo menos a data para a próxima rodada de contatos.

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