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Irã alerta para 'consequências destrutivas' se UE classificar Guarda Revolucionária como terrorista

Governo iraniano convocou o embaixador da Itália em Teerã e condenou as declarações italianas como "irresponsáveis"

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 27 de janeiro de 2026 às 15h55.

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O Irã alertou para "consequências destrutivas" caso a Guarda Revolucionária seja classificada como "organização terrorista" pela União Europeia, após proposta feita pela Itália, segundo informou a mídia estatal nesta terça-feira, 27.

O governo iraniano convocou o embaixador da Itália em Teerã e condenou as declarações italianas como "irresponsáveis", reiterando o alerta sobre "consequências destrutivas" caso a União Europeia avance com a proposta, conforme noticiado pela agência estatal Irna.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã pediu que a Itália "reconsidere sua posição equivocada sobre o Irã", de acordo com a mesma fonte oficial.

O chanceler italiano, Antonio Tajani, afirmou que proporá aos colegas da União Europeia, na quinta-feira, 29, a inclusão da Guarda Revolucionária do Irã na lista europeia de organizações terroristas. Tajani justificou a proposta mencionando "as perdas sofridas pela população civil durante as manifestações".

As autoridades iranianas alegam que os protestos, inicialmente motivados por questões econômicas, se transformaram em "levantes orquestrados por forças estrangeiras".

Fontes diplomáticas em Bruxelas indicaram que os 27 países da UE avaliam impor sanções a membros da Guarda Revolucionária. Mas, devido à ausência de consenso, é improvável que aceitem a proposta italiana.

Na última semana, autoridades iranianas divulgaram que pelo menos 3.117 pessoas morreram durante os protestos, incluindo 2.427 membros das forças de segurança ou civis. Organizações de direitos humanos, no entanto, apontam números superiores.

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