Desde o início desta semana, diversas instalações industriais no Oriente Médio foram atacadas (Sasan / Middle East Images / AFP /Getty Images)
Repórter de ESG
Publicado em 3 de abril de 2026 às 13h56.
Nesta sexta-feira, 3, o Irã anunciou a derrubada de um caça americano que teria sobrevoado o seu território. O país ainda oferece uma recompensa para quem encontrar o piloto da nave. É a primeira ação do tipo realizada pelo Irã desde o início do conflito contra os Estados Unidos e Israel.
A informação não foi confirmada pelo Comando Central dos Estados Unidos, que é responsável pelas operações militares no Oriente Médio, mas diversos veículos globais, como o New York Times, relataram o ataque.
A agência de notícias Fars afirmou que "as forças militares lançaram uma operação de busca para encontrar o piloto do caça americano que foi atingido hoje". A aeronave teria caído entre as províncias de Kohgiluyeh e Boyer Ahmad.
A televisão estatal iraniana alertou à população local que se capiturarem os pilotos inimigos e os entregarem às forças policiais, receberão "uma valiosa recompensa e um bônus".
Os conflitos entre as nações tiveram início em 28 de fevereiro e já afetam parte da economia global.
Nesta sexta-feira, novos ataques atingiram Israel, Irã e outras regiões do Golfo. Ao norte da capital iraniana, fortes explosões foram ouvidas. Israel ainda afirmou que prepara uma nova onda de ataques em larga escala contra Teerã.
O presidente americano Donald Trump publicou em sua rede social que as forças armadas americanas "nem sequer começaram a destruir o que resta no Irã", escreveu. A publicação ainda ameaçou destruir pontes e usinas elétricas no país.
Desde o início desta semana, diversas instalações industriais no Oriente Médio foram atacadas. As duas principais siderúrgicas do Irã interromperam as suas operações por conta dos bombardeios americanos e israelenses.
Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro israelense, afirmou que 70% da capacidade de produção de aço no Irã já foi impactada.
As consequências econômicas também são geradas pelo bloqueio do Estreito de Ormuz, que transitava 20% do petróleo mundial antes da guerra e que foi fechado após o início do conflito.
O impedimento gerou a disparada nos preços do petróleo e de gás natural em todo o mundo.