Fabricante de vacinas para o Brasil, Serum é atingido por incêndio na Índia; 5 pessoas morrem

Instituto é o maior fabricante de vacinas do mundo e será o responsável por enviar ao Brasil e a outros países a vacina de AstraZeneca/Oxford

O Instituto Serum, na Índia, foi atingido por um incêndio na manhã desta quinta-feira, 21. O instituto é o maior fabricante de vacinas do mundo e parceiro na produção da vacina contra a covid-19 de AstraZeneca e da Universidade de Oxford.

Segundo a imprensa indiana, o incêndio ocorreu em um prédio que passava por uma obra. Vídeos e fotos da ANI, uma parceira da Reuters, mostraram fumaça negra emanando de um edifício cinza do complexo gigantesco que sedia o Serum em dezenas de hectares na cidade de Pune, no oeste indiano.

Segundo o jornal Times of India, ao menos cinco pessoas morreram, possivelmente trabalhadores que atuavam na obra do prédio.

De acordo com as informações até agora, as vacinas contra o coronavírus produzidas no instituto não foram afetadas, pois estão sendo fabricadas em outro prédio.

Mais cedo, o presidente do Serum, Adar Poonawalla, havia recorrido ao Twitter logo após o acidente para dizer que alguns andares foram destruídos, mas afirmando que, até então, não havia vítimas confirmadas.

Por volta das 9h30 (horário de Brasília), o executivo informou sobre as atualizações, confirmou que o incêndio havia deixado vítimas e ofereceu condolências às famílias. "Obrigada a todos por sua preocupação e orações", escreveu mais cedo.

No fim da manhã o governo brasileiro se pronunciou e disse que a área de produção de vacinas não foi afetada e que não impacta na importação do imunizante que o Brasil ainda espera.

"Importante esclarecer que não houve prejuízo na produção das vacinas e nem no estoque. O incêndio atingiu dois andares do Terminal 1, onde está sendo construída uma nova fábrica. Bombeiros foram até o local com dez caminhões para o controlar o fogo e evitaram que o fogo se espalhasse", diz a nota enviada à imprensa.

Vacinas do Serum no Brasil

Ao todo, o Serum está produzindo cerca de 50 milhões de doses da vacina de AstraZeneca/Oxford, com foco em países de baixa e média renda, como o Brasil.

O Brasil ainda aguarda o envio das vacinas da AstraZeneca vindas do Serum. O governo da Índia anunciou que começou nesta quarta-feira, 20, a exportar vacinas contra a covid-19, mas o Brasil ficou de fora da lista inicial de exportação.

São aguardadas 2 milhões de doses vindas da Índia. Na semana passada, um avião brasileiro chegou a ser enviado para buscar o material, mas parou em Recife antes de cruzar o Atlântico, ante a falta de confirmação do governo indiano que as vacinas seriam entregues.

O governo indiano começou a vacinar sua própria população no fim de semana com a vacina de Oxford e outro imunizante, da Bharat Biotech, e aguardou até que a imunização local fosse iniciada antes de começar a exportar as vacinas.

A vacina de AstraZeneca/Oxford foi aprovada para uso emergencial pela Anvisa no domingo e será posteriormente feita no Brasil em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz. Enquanto a vacina não chega, o Brasil começou no domingo a vacinação com 6 milhões de doses da Coronavac, da chinesa Sinovac. Novas doses para além das aprovadas precisarão de nova autorização da Anvisa.

Em outra frente, seguem as discussões sobre como agilizar o envio por parte da China do princípio ativo para produzir mais as vacinas no Brasil. 

No caso da vacina da AstraZeneca, a própria produção interna pela Fiocruz, prevista para fevereiro, foi adiada nesta semana para março em meio à demora na liberação do princípio ativo pelo governo chinês. A vinda do princípio ativo da China também é importante para o Instituto Butantan, que disse que pode parar de produzir doses da Coronavac já nesta quarta-feira, 20, diante da falta do material.

Também cresce no Brasil nesta semana a expectativa para uma liberação da vacina russa Sputnik V, a mesma usada na Argentina. A farmacêutica União Química, que deseja fabricar a vacina no Brasil, deve ter nesta quinta-feira uma reunião com a Anvisa. Há expectativa por uma liberação até sábado.

A agência havia se recusado na semana passada a analisar um primeiro pedido de uso emergencial, pelo imunizante não ter feito testes no Brasil. Estados como Bahia e Paraná já fecharam a compra da vacina. Ontem, o ministro do STF, Ricardo Lewandowski, determinou que a Anvisa esclareça o estágio em que se encontra a análise do imunizante e eventuais pendências.

(Com Reuters)

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