Índia anuncia diminuição "gradual" de restrições na Caxemira

Além de retirar o status especial da Caxemira, a índia restringiu os direitos de movimento e interrompeu os serviços de telecomunicações e internet

Nova Délhi -  O governo da Índia anunciou nesta sexta-feira uma diminuição "gradual" das restrições na Caxemira indiana e o restabelecimento das telecomunicações a partir desta noite, medidas que mantiveram os habitantes isolados depois que Nova Délhi decidiu revogar o status especial da região.

"Estamos tomando medidas para diminuir as restrições de forma gradual e calculada depois das rezas de sexta-feira, que segundo a nossa informação transcorreram de forma pacífica no estado", manifestou durante uma entrevista coletiva o máximo funcionário de Jammu e Caxemira, o secretário-geral BVR Subrahmanyam.

Além das restrições aos direitos de movimento e reunião, as autoridades indianas também interromperam os serviços de telecomunicações e internet, um "ponto sensível", segundo reconheceu Subrahmanyam.

De acordo com o funcionário, as redes móveis começarão a ser restabelecidas "entre esta noite e amanhã" e "a maior parte das linhas" funcionará após o fim de semana.

A situação na Caxemira, uma das regiões mais militarizadas do mundo e que tanto a Índia como o Paquistão disputam, voltará a ser "completamente normal" nos próximos dias, concluiu Subrahmanyam.

O regime de exceção foi imposto na Caxemira, de maioria muçulmana, em 4 de agosto, um movimento que o governo justificou a princípio por supostas ameaças terroristas.

Um dia depois, o Governo da Índia apresentou no Parlamento uma lei que modificava o artigo 370 da Constituição, que estabelecia o status especial de Caxemira pelo qual a região gozou de autonomia constitucional durante 70 anos.

A lei, que foi aprovada em poucos dois dias nas duas Câmaras do Parlamento, levou à bifurcação do estado em dois "territórios da união"- o de Jammu e Caxemira e o de Ladakh - sob controle direto agora do Governo central.

A decisão provocou protestos na Caxemira, embora o governo indiano tenha tentado repetidamente desmentir as informações sobre as manifestações.

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