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Hollande pede desdobramento de missão em país africano

Presidente francês François Hollande, se mostrou partidário de desdobrar missão africana da ONU para estabilizar situação da República Centro-Africana

Johanesburgo - O presidente da França, François Hollande, se mostrou nesta segunda-feira partidário de desdobrar uma missão africana aplicada pela ONU para estabilizar a situação da República Centro-Africana (RCA), país que em sua opinião requer uma atuação "urgente".

Assim indicou o presidente francês durante uma entrevista coletiva oferecida em Pretória junto com seu colega sul-africano, Jacob Zuma, no início de uma visita oficial de dois dias ao país.

"Pensamos que é necessário mobilizar a União Africana (UA) e o Conselho de Segurança da ONU para criar uma força que ajude a alcançar a estabilidade na RCA", disse o presidente francês.

Hollande ressaltou, além disso, a necessidade de que os países africanos sejam capazes de se ocuparem com seus próprios assuntos de segurança.

O presidente sul-africano apoiou esta proposta e advertiu que as eleições presidenciais da RCA, previstas para 2015, não poderão ser realizadas se não melhorar a situação de caos que o país vive.

Zuma, que não concretizou o papel que a África do Sul desempenharia nesta intervenção, já enviou tropas para apoiar o Governo deposto de Bangui, que caiu em março após uma ofensiva dos rebeldes que custou a vida a 14 soldados sul-africanos.


O ministro das Relações Exteriores francês, Laurent Fabius, visitou ontem a capital da RCA, onde se reuniu com o presidente e antigo líder rebelde Michael Djotodia, a quem prometeu mais apoio militar e reafirmou sua promessa de convocar eleições em 2015.

A ONU anunciou na semana passada que vai estudar o envio de "capacetes azuis" à RCA para tentar restabelecer a ordem no país.

O Conselho de Segurança aprovou então, por unanimidade, a iniciativa francesa de uma resolução que prevê ajudar inicialmente à missão que a UA aprovou em julho para esse país (Misca).

A resolução pede que os países africanos participem da missão e que outros membros da ONU deem seu apoio.

Paris, que mantém cerca de 450 soldados em solo centro-africano, descartou uma intervenção francesa como a do fim do ano passado no Mali para evitar que as milícias islâmicas tomassem o controle do país.

A situação na República Centro-Africana começou a se deteriorar com a rebelião da coalizão Séléka, que pegou em armas no norte do país em dezembro ao considerar que o então presidente, François Bozizé, não tinha respeitado acordos de paz assinados em 2007.

A coalizão tomou a capital, Bangui, em 24 de março, após o qual foi destituído Bozizé, embora depois se dividiu em disputas internas, o que criou uma situação de desgoverno e falta de segurança no país.

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