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Guerra no Irã já custou US$ 37,5 bilhões aos EUA, diz Pentágono

Secretário da Defesa pede reforço de quase US$ 70 bilhões ao Congresso e afirma que conflito exige reposição de estoques militares

Pete Hegseth: secretário de Defesa dos Estados Unidos busca suplementar o orçamento do Pentágono em US$ 67 bilhões (Chip Somodevilla/Getty Images)

Pete Hegseth: secretário de Defesa dos Estados Unidos busca suplementar o orçamento do Pentágono em US$ 67 bilhões (Chip Somodevilla/Getty Images)

Paloma Lazzaro
Paloma Lazzaro

Estagiária de jornalismo

Publicado em 21 de julho de 2026 às 17h17.

Última atualização em 21 de julho de 2026 às 17h21.

O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou ao Senado nesta terça-feira, 21, que a guerra no Irã custou US$ 37,5 bilhões até o momento. O valor atual é US$ 8,5 bilhões superior ao apresentado em maio, de US$ 29 bilhões.

A divulgação dos custos da guerra ocorre em meio a uma sessão do Comitê de Apropriações do Senado norte-americano, na qual o Pentágono busca convencer o Congresso a suplementar em cerca de US$ 70 bilhões o orçamento destinado ao conflito e à recomposição dos estoques de armamentos utilizados nas operações militares.

Durante a audiência, noticiada pelo New York TimesHegseth afirmou que o Departamento de Defesa também trabalha para aprovar um orçamento de US$ 1,5 trilhão para a área de defesa. Segundo ele, os recursos adicionais são necessários tanto para manter a capacidade operacional das Forças Armadas quanto para acelerar investimentos em novas tecnologias militares.

"Não podemos nos dar ao luxo da inação", afirmou o secretário, ao defender investimentos em inteligência artificial, computação, sistemas autônomos e capacidades espaciais.

Segundo Hegseth, o pedido de suplementação tem dois objetivos: sustentar a prontidão militar diante das novas demandas e substituir equipamentos e armamentos empregados desde o início da guerra.

Congresso questiona estratégia do governo

A audiência também foi marcada por questionamentos sobre a condução do conflito. A senadora republicana Lisa Murkowski perguntou se a Casa Branca considera necessária uma autorização formal do Congresso para continuar as operações militares contra o Irã.

Hegseth respondeu que o governo entende já possuir a autoridade necessária para prosseguir com as hostilidades. Ao ser questionado se uma eventual aprovação dos recursos emergenciais substituiria uma autorização específica do Congresso para a guerra, o secretário evitou responder diretamente.

Mortes de militares e críticas ao governo anterior

Ao lado de Hegseth, o chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, homenageou os três militares americanos mortos recentemente no Oriente Médio: Tyler Feehan, Michael Swinton e Isabella Gonzales.

O oficial pediu que o Senado e a população norte-americana não esqueçam os soldados e suas famílias, destacando sua coragem e compromisso com o país.

Hegseth, por sua vez, voltou a criticar a gestão do ex-secretário da Defesa Lloyd Austin, que comandou o Pentágono durante o governo de Joe Biden. Segundo ele, a pasta foi marcada por negligência, excesso de burocracia e falta de renovação estratégica antes da atual administração assumir o comando.

O pedido de recursos ocorre em um momento em que a guerra entre Estados Unidos e Irã se prolonga além das previsões iniciais do governo Trump. Segundo o Pentágono, ainda não há perspectiva para o encerramento das operações militares.

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