Guerra no Irã: EUA estimam custo de US$ 5,6 bi nos dois primeiros dias de conflito (ATTA KENARE / AFP/Getty Images)
Repórter
Publicado em 10 de março de 2026 às 15h22.
O governo dos Estados Unidos afirmou ao Congresso que os dois primeiros dias de ataques contra o Irã custaram cerca de US$ 5,6 bilhões em munições. O dado foi apresentado em relatório encaminhado a comissões legislativas, segundo fonte com acesso às informações à agência de notícias Reuters.
O levantamento surge em um momento de debate no Capitólio sobre o financiamento da operação militar iniciada no final de fevereiro. Parlamentares avaliam que o conflito pode exigir novos recursos federais e pressionar os estoques das forças armadas americanas.
Integrantes do Congresso demonstraram preocupação com o ritmo de consumo de armamentos, diante do risco de redução dos estoques militares em meio à alta demanda da indústria de defesa. O setor já registrava dificuldades para ampliar a produção e atender encomendas anteriores do governo americano.
Trump ameaça Irã se houver bloqueio do Estreito de Ormuz: 'será atingido 20 vezes mais forte'Nesse contexto, o presidente americano Donald Trump reuniu-se, na sexta-feira, com executivos de sete empresas contratadas pelo Departamento de Defesa. O encontro ocorreu enquanto o Pentágono trabalha para recompor os suprimentos utilizados nas operações, informou a Reuters.
A Casa Branca ainda não divulgou uma estimativa pública do custo total da campanha militar iniciada em 28 de fevereiro, em coordenação com Israel. O governo tem apresentado as informações principalmente em reuniões reservadas com parlamentares.
Parlamentares do Partido Democrata pressionam por mais transparência sobre o conflito e seus efeitos sobre a capacidade militar dos Estados Unidos. Entre as demandas está a realização de audiências públicas com autoridades do governo para esclarecer a condução da operação e seus impactos na prontidão das forças armadas.
Durante discurso na abertura da sessão do Senado, nesta terça-feira, o senador democrata Chuck Schumer solicitou que representantes do governo compareçam ao Congresso para explicar a estratégia militar no Oriente Médio.
Segundo o parlamentar, a população americana precisa compreender os motivos e os objetivos da operação.
Assessores legislativos afirmam que a Casa Branca pode apresentar em breve um pedido formal de recursos adicionais ao Congresso para financiar a campanha militar. Parte das estimativas internas aponta para um pacote próximo de US$ 50 bilhões.
Outros funcionários envolvidos nas discussões indicam que o valor pode ser maior, diante da duração incerta do conflito e da necessidade de reposição de equipamentos e munições.

Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado, 28, uma ofensiva aérea contra o Irã em meio a impasses relacionados ao programa nuclear do país. A ação ocorre em um cenário de tensão regional envolvendo instalações estratégicas e bases militares.
Após os ataques, Teerã anunciou retaliações contra países do Oriente Médio que abrigam bases norte-americanas, entre eles Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque. Os governos desses países passaram a relatar impactos diretos das ações militares em seus territórios.
No domingo, a mídia estatal iraniana informou que o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas dos ataques conduzidos por forças americanas e israelenses.
Depois do anúncio da morte de Khamenei, o governo iraniano declarou que poderá lançar a "ofensiva mais pesada" de sua história. O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país considera retaliar Israel e Estados Unidos um "direito e dever legítimo".
Em resposta, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu Teerã contra novas ações militares. "é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista", declarou. Os confrontos entre as partes continuaram ao longo deste domingo, 1º de março.
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*Com informações das agências AFP e EFE.