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Governo Trump mobiliza 7 mil novos agentes do ICE para ampliar deportações nos EUA

Principal assessor migratório de Donald Trump afirma que milhares de novos agentes serão enviados para cerca de 40 estados

Publicado em 8 de maio de 2026 às 07h33.

Última atualização em 8 de maio de 2026 às 07h35.

O czar da fronteira dos Estados Unidos, Tom Homan anunciou nesta quinta-feira a mobilização de 7 mil novos agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE) para diferentes cidades americanas, em uma nova ofensiva do governo de Donald Trump para ampliar deportações no país.

Segundo Homan, outros 3 mil agentes estão em treinamento na academia federal e devem reforçar as operações migratórias nos próximos meses.

As declarações foram dadas em entrevista à Fox News, em meio à pressão de setores da base trumpista por uma retomada mais agressiva das políticas de imigração.

“Temos 7 mil agentes novos a bordo e temos outros 3 mil em formação na academia”, afirmou.

O principal assessor migratório da Casa Branca disse que os novos agentes estão sendo distribuídos em cerca de 40 estados americanos.

“Prevejo que os números de deportação aumentarão enquanto as detenções na fronteira diminuem”, declarou Homan.

Trump mantém promessa de ampliar deportações

Na quarta-feira, 9, Homan afirmou que o ICE realizou mais de 500 mil prisões de imigrantes ilegais no ano passado.

Segundo ele, atualmente estão sendo feitas cerca de 1,2 mil prisões diárias em operações migratórias conduzidas pelas autoridades federais.

Durante a campanha presidencial, Trump prometeu alcançar a marca de 1 milhão de deportações por ano caso retornasse à Casa Branca.

Operações em Minneapolis aumentaram pressão sobre governo

O endurecimento do discurso migratório acontece após críticas de apoiadores de Trump ao estilo mais moderado adotado pelo novo secretário de Segurança Nacional, Markwayne Mullin.

O republicano assumiu o cargo depois que dois cidadãos americanos morreram baleados durante operações conduzidas por agentes do ICE e do Departamento de Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) em Minneapolis.

O caso provocou desgaste para o governo americano e levou o Departamento de Segurança Nacional a tentar suavizar a imagem do ICE diante da opinião pública.

*Com EFE

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