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Giorgia Meloni critica UE, mas afirma que permanecerá "fiel" aos acordos do bloco

"Fazer essas perguntas não significa ser um inimigo ou um herege, mas sim prático", disse Giorgia Meloni em discurso

A Câmara dos Deputados deverá votar seu aval à nova administração na terça-feira à noite e o Senado, na quarta-feira (LightRocket/Getty Images)

A Câmara dos Deputados deverá votar seu aval à nova administração na terça-feira à noite e o Senado, na quarta-feira (LightRocket/Getty Images)

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Estadão Conteúdo

25 de outubro de 2022, 16h43

A nova premiê da Itália, Giorgia Meloni, apresentou nesta terça-feira, 25, os objetivos da política de seu governo, respondendo a críticos nacionais e estrangeiros que temem que sua política de extrema-direita possa prejudicar a unidade europeia ou os direitos civis dos cidadãos italianos.

Em um discurso na Câmara dos Deputados, Giorgia Meloni criticou a União Europeia (UE) por nem sempre estar pronta para desafios, como a crise de energia dramática que agora ameaça famílias e empresas.

Entretanto, ela prometeu que seu governo de coalizão com apenas quatro dias, que inclui aliados de direita e centro-direita, permanecerá fiel aos acordos da UE enquanto trabalha por mudanças em alguns deles, inclusive na estabilidade monetária.

"Fazer essas perguntas não significa ser um inimigo ou um herege, mas sim prático", disse Giorgia Meloni em um discurso de 70 minutos antes do voto de confiança exigido de todos os novos governos.

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No início de seu discurso, ela se irritou com os críticos, incluindo os de governos estrangeiros, que disseram que manteriam um olho "vigilante" em seu governo, o primeiro de extrema-direita na Itália desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

Tais atitudes equivalem a "uma falta de respeito pelo povo italiano, que não precisa de lições", disse a premiê.

O partido de Giorgia Meloni, "Irmãos da Itália", foi o mais votado nas eleições parlamentares no mês passado, com 26% dos votos. Juntamente com seus principais aliados, o líder anti-migrante da Liga Matteo Salvini e o ex-primeiro-ministro conservador Silvio Berlusconi, a coalizão de Meloni pode obter apoio suficiente em ambas as Casas do Parlamento italiano para ganhar os votos de confiança e começar a governar.

A Câmara dos Deputados deverá votar seu aval à nova administração na terça-feira à noite e o Senado, na quarta-feira.

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