George Floyd estava infectado com covid-19, revela autópsia

George Floyd havia testado positivo para covid-19 em abril; documento diz que doença não foi fator na sua morte, que é considerada homicídio
Protestos por George Floyd: ele estava infectado com covid-19 na época da sua morte (Carlos Barria/Reuters)
Protestos por George Floyd: ele estava infectado com covid-19 na época da sua morte (Carlos Barria/Reuters)
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Da Redação

Publicado em 04/06/2020 às 11:03.

Última atualização em 23/04/2021 às 10:34.

George Floyd, o homem negro morto após uma violenta abordagem policial nos Estados Unidos, estava com covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus. A informação foi revelada pelo relatório da sua autópsia que assegurou, ainda, que a doença nada teve a ver com a sua morte. O documento foi divulgado na noite de quarta-feira, com autorização da família.

De acordo com o médico, Floyd, de 46 anos, estava assintomático e havia sido testado positivo para a doença no início de abril. A autópsia cravou que ele morreu em decorrência de uma parada cardiopulmonar enquanto era imobilizado pelo policial Derek Chauvin e concluiu que fora homicídio.

No vídeo que ajudou a tornar a morte de Floyd conhecida mundo afora, é possível ver Chauvin ajoelhado sobre o seu pescoço por vários minutos, enquanto alertava que não estava conseguindo respirar. O episódio foi o estopim para protestos contra o racismo mundo afora, assim como revoltas em várias cidades dos Estados Unidos.

Levantamentos realizados durante a pandemia do novo coronavírus deixam evidente que a comunidade negra é a mais vulnerável à doença. De acordo com estudos, como um que foi revelado pela rede de notícias CNN, os negros correspondem a 13,4% da população dos Estados Unidos. Nas regiões com alto percentual de negros, eles são quase 60% do total de mortes por covid-19.