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Fim de ajuda a energia renovável ameaça empregos na Espanha

Governo espanhol decidiu suspender as verbas para o setor, que prevê o fim de milhares de vagas

Parque eólico na Espanha: previsão era que setor criaria 300 mil empregos até 2020 (Fati Flor/ Creative Commons)

Parque eólico na Espanha: previsão era que setor criaria 300 mil empregos até 2020 (Fati Flor/ Creative Commons)

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Da Redação

Publicado em 31 de janeiro de 2012 às 15h29.

A decisão do governo da Espanha de suspender temporariamente as ajudas às energias renováveis pode por em risco a criação de milhares de empregos neste setor, no qual o país é líder, disseram especialistas nesta terça-feira.

A indústria produtora de energia renovável, que entre 2008 e 2010 já perdeu 20.000 empregos, deve perder outros tantos em 2012, declarou à imprensa o diretor do grupo de empresários Fundações Renováveis, Javier Breva.

"O que me preocupa mais são as outras centenas de milhares de empregos que deixarão de ser criados", afirmou, lembrando que o governo anterior socialista, que deixou o poder em dezembro, havia previsto a criação de 300.000 postos de trabalho neste setor até 2020.

O novo governo conservador, com sua forte política de redução do déficit público, anunciou na sexta-feira a suspensão temporária dos incentivos econômicos para novas instalações de produção de energia elétrica a partir de fontes de energia renovável.

"Quem irá investir no setor de energias renováveis depois deste decreto?", questiona Breva. "Creio que é um ataque à competitividade da economia espanhola", completou.

Graças às ajudas públicas, as energias renováveis registraram nos últimos anos um forte crescimento na Espanha, que se converteu no maior produtor de energia eólica da Europa e só perdendo para Estados Unidos e China a nível mundial.

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