Fed: não haverá recuperação econômica real até que o emprego seja forte

A taxa de desemprego nos Estados Unidos se encontra atualmente em 9,4%, acima dos níveis considerados historicamente normais, em torno de 6%

Washington.- O presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, disse nesta quinta-feira que não haverá uma verdadeira recuperação econômica nos Estados Unidos sem um mercado de trabalho robusto e alertou que serão necessários “vários anos” até que o desemprego volte a níveis “mais normais”.

A taxa de desemprego nos Estados Unidos se encontra atualmente em 9,4%, acima dos níveis considerados historicamente normais, em torno de 6%.

Bernanke indicou que a recuperação econômica dos EUA será garantida em 2011, mas insistiu que o elevado desemprego e a baixa inflação fazem com que a economia americana ainda precise de ajuda do banco central.

“Embora o crescimento econômico provavelmente aumente neste ano, acreditamos que o desemprego continue acima e a inflação persistentemente abaixo” dos níveis que o Fed considera consistentes com seu mandato de máximo emprego e estabilidade de preços, disse Bernanke em discurso no Clube Nacional de Imprensa.

O presidente da autoridade monetária americana participou nesta quinta-feira de um incomum almoço com jornalistas no Clube Nacional de Imprensa de Washington.

O responsável do Fed não demonstrou preocupação com a recente alta nos preços da energia e dos alimentos.

Longe disso, insistiu que a inflação americana foi de somente 1,2% em dezembro. Ele destacou que o núcleo da inflação, que inclui os preços mais voláteis da energia e dos alimentos, subiu 0,7% em 2010.

Esse dado, explicou Bernanke, contrasta com a inflação de aproximadamente 2,5% de 2007, ano em que começou a recessão no país.

O titular do Fed ressaltou que, até que não haja um “período sustentado de forte criação de emprego”, o banco central não poderá considerar que a recuperação está “verdadeiramente” garantida.

Bernanke afirmou que os Estados Unidos enfrentam significativos desafios fiscais. Segundo ele, o Congresso deve agir com rapidez para evitar que a dívida pública continue avançando.

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