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Fãs de K-pop no TikTok melam noite de Trump: reservam lugares e não vão

Adolescentes que se uniam para celebrar música coreana se mobilizam cada vez mais politicamente

Trump em comício em Tulsa: lugares vazios após boicote organizado pelo TikTok (Leah Millis/Reuters)

Trump em comício em Tulsa: lugares vazios após boicote organizado pelo TikTok (Leah Millis/Reuters)

LA

Lucas Amorim

Publicado em 21 de junho de 2020 às 09h50.

Última atualização em 22 de junho de 2020 às 21h18.

Conhecido por usar o poder da internet a seu favor, o presidente americano Donald Trump sofreu um inusitado revés neste sábado. Fãs de K-pop (a música pop coreana), estão celebrando vitória em um aparente boicote combinado pelo TikTok, a rede social que é um fenômeno entre os adolescentes.

Eles combinaram de reservar milhares de entradas para o comício eleitoral de Trump em Tulsa, Oklahoma, realizado, neste sábado, e depois não apareceram. Nos últimos dias, segundo o site Business Insider, eles postaram vídeos com ingressos para o comício enquanto dançavam a música Macarena. Jornais americanos afirmaram que a presença de público esperada para o evento, de 19.000 pessoas, "desapontou".

No Twitter, o coordenador de campanha de Trump, Brad Pascale, culpou "manifestantes radicais, inflamados por uma semana de cobertura apocalíptica da mídia", pelos lugares vazios no ginásio.

A crescente força política de fãs de K-pop, e do TikTok, é um fenômeno desses que só a internet consegue produzir. Nas últimas semanas, segundo o New York Times, eles trocaram a celebração de seus ídolos por um crescente ativismo político impulsionado pelo movimento "Black Lives Matter", de crítica à violência policial contra negros.

No episódio de Tulsa, a comunidade K-pop foi influenciada por um vídeo de uma democrata tradicional, Mary Jo Laupp, uma senhora de 51 anos que trabalhou na campanha de Pete Buttigieg, político que perdeu as primárias democratas na corrida presidencial.

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