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Facções armadas iraquianas organizam frente 'antiamericana'

Nova ameaça de grupos armados iraquianos apoiados pelo Irã é feita em meio à escalada da crise no Oriente Médio

Uma facção pró-Irã afirmou nesta terça-feira (7), em Bagdá, que grupos armados iraquianos pró-Irã unirão forças "hoje, ou amanhã", para lutar contra a presença dos Estados Unidos na região, após o assassinato do general iraniano Qassem Soleimani.

"Vamos reagrupar as facções da resistência em uma única entidade para reagir a Washington", disse Nasser Al-Chemmari, número dois da Nukhaba, uma das facções pró-iranianas mais radicais da Hashd al-Shaabi, em um comunicado.

A Hashd al-Shaabi (Forças de Mobilização Popular do Iraque) é uma coalizão reúne grupos paramilitares pró-iranianos, agora integrados às forças de segurança iraquianas. Seu número dois, Abu Mehdi al-Muhandis, morreu na sexta-feira junto com Soleimani no ataque americano em Bagdá.

O líder xiita Moqtada al-Sadr reativou seu Exército Mehdi, que matou dezenas de soldados americanos durante a ocupação dos Estados Unidos a partir de 2003, antes de sua dissolução. Ele também pediu a união das "facções de resistência iraquianas".

O ex-tenente de Moqtada al- Sadr, Qais al-Khazali, que acabou por se tornar um grande inimigo, atualmente segue a mesma linha. O agora líder do grupo Asaib Ahl al-Haq prometeu aos americanos "um inferno sobre suas cabeças".

"Estamos em contato com o Hezbollah e com o Irã", disse Chemmari, referindo-se ao movimento xiita libanês, um pilar do movimento pró-Irã.

"A batalha atingiu hoje o coração dos países aliados de Washington na região que estão pressionando para nos atacar", acrescentou, referindo-se a Israel e aos países do Golfo.

"Vamos fazer uma guerra contra a presença americana em todos os lugares da região que pudermos alcançar", afirmou Chemmari.

A morte de Soleimani e Muhandis provocou pedidos de vingança no Irã e no Iraque, provocando o temor de um possível conflito regional.

No domingo, em Bagdá, o Parlamento reivindicou a expulsão das tropas estrangeiras do país.

Os Estados Unidos, que lideram a coalizão internacional contra os extremistas, anunciou sua retirada na segunda-feira, antes de afirmar que havia sido um erro.

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