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Exploração de petróleo de xisto avança na China com foco em segurança energética

Área demonstrativa já contabiliza 327 milhões de toneladas em reservas comprovadas e recursos estimados em 10,5 bilhões de toneladas

Petróleo de xisto: rocha sedimentar é rica em matéria orgânica chamada querogênio (makhnach/Freepik)

Petróleo de xisto: rocha sedimentar é rica em matéria orgânica chamada querogênio (makhnach/Freepik)

China2Brazil
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Agência

Publicado em 25 de maio de 2026 às 17h14.

Última atualização em 27 de maio de 2026 às 17h37.

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A Sinopec informou que a produção acumulada de petróleo extraído de rochas de xisto na área de Jiyang, no campo petrolífero de Shengli, ultrapassou 2 milhões de toneladas. O resultado reforça a estratégia da China de ampliar a produção nacional de petróleo e reduzir a dependência de importações de petróleo bruto.

A área demonstrativa já contabiliza 327 milhões de toneladas em reservas comprovadas e recursos estimados em 10,5 bilhões de toneladas. Segundo a empresa, o volume equivale à criação de um “novo campo Shengli” dentro da atual estrutura do campo petrolífero, reforçando a capacidade de substituição de petróleo bruto no leste chinês.

De acordo com Zhang Shiming, vice-geólogo-chefe do campo petrolífero de Shengli, a maturidade do óleo de xisto indica o potencial de geração de petróleo da formação geológica. No mercado internacional, formações com maturidade acima de 0,9% concentram as condições consideradas adequadas para exploração comercial.

Em Jiyang, porém, cerca de 90% dos recursos possuem maturidade inferior a esse índice. Além disso, a região enfrenta condições geológicas complexas, com grande quantidade de falhas e fraturas, além de temperaturas subterrâneas superiores a 150°C, o que amplia o grau de dificuldade da exploração.

Para viabilizar o projeto, a equipe de pesquisa do campo petrolífero retirou mais de 20 mil metros de testemunhos geológicos, realizou cerca de 160 mil análises laboratoriais e conduziu mais de 40 projetos de pesquisa em nível nacional e provincial.

Os estudos resultaram em novas teorias sobre enriquecimento e formação de reservatórios de óleo de xisto em bacias continentais de falha, além do desenvolvimento do modelo tridimensional “armazenamento-fratura-pressão”, usado como base para a exploração da região de Jiyang.

A Área Nacional Demonstrativa de Óleo de Xisto de Jiyang entrou oficialmente em operação em 2022. Desde então, os pesquisadores passaram a desenvolver tecnologias voltadas para exploração em ambientes de alta temperatura e alta pressão, além de soluções para reservatórios com baixa fluidez.

Segundo a Sinopec, a equipe criou seis conjuntos de tecnologias-chave, incluindo exploração tridimensional, perfuração rápida e fraturamento hidráulico equilibrado. Com isso, o tempo de perfuração de poços de 6 mil metros caiu de 133 para 17 dias. A previsão média de produção por poço superou 43 mil toneladas de petróleo, enquanto a taxa de nacionalização dos principais equipamentos ultrapassou 95%.

Yang Yong, diretor da Sinopec Shengli Petroleum Administration e responsável pela equipe de óleo de xisto de Jiyang, afirmou que a companhia pretende ampliar a integração entre geologia, engenharia e pesquisa científica para acelerar o aumento das reservas e da produção de óleo de xisto no país.

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