Exército da Ucrânia mira separatistas em nova ofensiva

Leste do país foi palco de mais combates pelo segundo dia consecutivo

Donetsk - O leste da Ucrânia foi palco de mais combates pelo segundo dia consecutivo nesta terça-feira, quando o Exército pôs em marcha uma ofensiva contra os separatistas pró-Rússia que controlam a cidade de Slaviansk, deixando mortos e feridos dos dois lados.

Os rebeldes da cidade, um aguerrido enclave separatista onde um helicóptero militar foi derrubado a tiros na semana passada, matando 14 homens, disseram ter abatido uma aeronave de ataque Su-25 e um helicóptero, o que foi negado por autoridades da Ucrânia.

Doze horas depois que as forças de Kiev lançaram uma operação militar dentro e nos arredores de Slaviansk, o porta-voz dos ucranianos, Vladyslav Seleznyov, declarou: “Hoje tivemos dois mortos e 42 feridos”.

Ele estimou o número de mortos e feridos do lado separatista em cerca de 300, uma cifra que não foi possível ser verificada de maneira independente. “Os combates continuam”, disse ele à Reuters na noite desta terça-feira.

Uma porta-voz dos rebeldes, Stella Khorosheva, disse que o número de vítimas fatais na cidade "estava subindo continuamente". Ela não pôde especificar o número de mortos, mas disse que forças ucranianas fizeram ataques aéreos contra vilarejos no entorno da cidade.

Com o agravamento dos combates, muitas mulheres e crianças deixaram a cidade nos últimos dias. Uma das mulheres descreveu como o fogo de artilharia começou ainda de madrugada.

“Não sabia o que isso era antes, mas agora sei. Contamos o número de disparos e impactos”, disse por telefone Daria, de 27 anos, moradora que tentava partir com sua filha. “Aviões de guerra sobrevoavam... ficamos no porão tanto quanto pudemos”.

O presidente eleito, Petro Poroshenko, pediu a retomada das operações militares de forças do governo para deter as milícias pró-Rússia em todo o leste, cuja população fala principalmente russo, depois da vitória retumbante na eleição de 25 de maio.

O governo de Kiev diz que a luta é fomentada por Moscou, que se opõe à sua inclinação ao Ocidente. Kiev também acusa a Rússia de permitir que combatentes voluntários penetrem na Ucrânia para lutar ao lado dos rebeldes.

Moscou nega as acusações e está exortando a Ucrânia a encerrar as operações militares e iniciar um diálogo com os separatistas.

A Ucrânia anunciou nesta terça-feira que 181 pessoas, incluindo 59 funcionários públicos, foram mortas por "atividades terroristas" desde o início das hostilidades em abril.

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