EUA investigam ameaça 'real' antes de aniversário do 11/09

Obama foi informado sobre possíveis ataques que podem acontecer na data dos atentados de 2001

Washington - A Casa Branca afirmou nesta quinta-feira que investiga uma ameaça terrorista contra os Estados Unidos "real e específica, mas não confirmada", conforme se aproxima o 10º aniversário dos atentados de 11 de setembro de 2001.

"Demos, e continuaremos dando todos os passos necessários para mitigar qualquer ameaça que se apresente. Continuamos pedindo ao povo americano que permaneça vigilante conforme nos aproximamos do fim de semana", disse o Departamento de Segurança Interna em comunicado.

De acordo com um funcionário da Casa Branca, Obama foi informado sobre esta específica informação de ameaça esta manhã (de quinta-feira).

O presidente "ordenou aos membros dos organismos antiterroristas para que redobrassem os esforços em resposta a esta informação, tida como real, mas não confirmada", disse a fonte.

O Departamento de Segurança Interna, por sua vez, assegurou ter dado "todos os passos necessários para mitigar qualquer ameaça que se apresente".

O Departamento disse que a operação americana que matou o líder da Al-Qaeda, Osama Bin Laden, em maio, em um complexo no Paquistão, encontrou documentos e arquivos que mostravam que a rede terrorista havia preparado ataques na data e tinha trens como alvos.

"Continuamos pedindo ao povo americano que permaneça vigilante à medida em que se aproxima o fim de semana", disse o comunicado.

O pronunciamento da Casa Branca acontece um dia depois de o Pentágono ter elevado o nível de alerta em suas bases nos Estados Unidos como "uma medida prudente e preventiva", devido o interesse da Al-Qaeda pela data.

Alguns veículos americanos informaram que a ameaça seria possivelmente dirigida contra Washington ou Nova York, mas o Departamento de Segurança Interna não confirmou este dado.

O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, anunciou hoje o reforço do esquema policial contra terrorismo na cidade: o departamento de Polícia de Nova York "está mobilizando mais recursos (...) a ameaça não foi confirmada, mas é real".

O ato principal do domingo será uma leitura dos nomes dos falecidos no Marco Zero, em Nova York, que será assistida por familiares das vítimas, pelo presidente Barack Obama, e pelo ex-presidente George W. Bush, além do prefeito da cidade, Michael Bloomberg.

A segurança é a principal preocupação dos organizadores das cerimônias, já que é esperada a presença de milhares de pessoas.

A NBC assegurou que estava sendo discutida a possibilidade de elevar o nível de alerta antes do 10º aniversário dos ataques da Al-Qaeda, nos quais morreram quase 3.000 pessoas.

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