Repórter
Publicado em 9 de fevereiro de 2026 às 14h47.
Última atualização em 9 de fevereiro de 2026 às 14h48.
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos informou nesta segunda-feira que forças americanas interceptaram, no oceano Índico, um petroleiro que havia conseguido driblar o bloqueio imposto pelo presidente Donald Trump a embarcações sancionadas na região do Caribe.
“As forças americanas interceptaram o navio", declarou o Pentágono em resposta a uma pergunta da agência AFP, após anunciar no X (antigo Twitter) que forças americanas abordaram “sem incidentes” o Aquila II, sancionado pelo governo de Washington.
A interceptação integra a intensificação das ações dos Estados Unidos contra o transporte de petróleo venezuelano desde a imposição de um bloqueio naval, em dezembro, pelo presidente Donald Trump. A medida visa restringir a exportação da commodity fora dos canais considerados legais por Washington, reforçando o controle americano sobre a produção da Venezuela.
Desde o início do bloqueio, ao menos sete navios petroleiros foram apreendidos por forças dos EUA em diferentes pontos marítimos. No mês anterior, as autoridades americanas anunciaram a captura do navio Motor Vessel Sagitta no mar do Caribe, sob a justificativa de que operava em desacordo com a quarentena imposta a embarcações sancionadas.
Entre os alvos também está um petroleiro de bandeira russa, interceptado no Atlântico Norte após ser rastreado desde a costa venezuelana. Esses episódios evidenciam que a operação americana passou a atingir rotas fora do Caribe, tradicional zona de escoamento do petróleo venezuelano.
O bloqueio marítimo foi acompanhado pelo envio de uma flotilha dos EUA à região e por uma operação militar que resultou na deposição do então presidente Nicolás Maduro, em 3 de janeiro. Desde então, Donald Trump declarou que os Estados Unidos assumiram o controle da produção petrolífera venezuelana, afirmando inclusive que parte do petróleo já foi confiscada e comercializada.
Autoridades interinas da Venezuela contestam essa versão. Alegam que continuam à frente da indústria de petróleo no país e que a estatal PDVSA segue em tratativas com o governo americano para venda da commodity.