EUA impõe sanções contra empresas de alguns países por venda de petróleo do Irã

Segundo comunicado do órgão, a ação tem como alvo corretores iranianos e empresas nos Emirados Árabes Unidos, Hong Kong e Índia
"Os Estados Unidos estão comprometidos em restringir severamente as vendas ilícitas de petróleo e petroquímicos do Irã", disse secretário do Tesouro (Nick Oxford/File Photo/Reuters)
"Os Estados Unidos estão comprometidos em restringir severamente as vendas ilícitas de petróleo e petroquímicos do Irã", disse secretário do Tesouro (Nick Oxford/File Photo/Reuters)
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Estadão ConteúdoPublicado em 29/09/2022 às 18:18.

O Departamento do Tesouro dos EUA sancionou nesta quinta-feira, 29, uma rede internacional de empresas envolvidas na venda de produtos petroquímicos e petrolíferos iranianos. Segundo comunicado do órgão, a ação tem como alvo corretores iranianos e empresas nos Emirados Árabes Unidos, Hong Kong e Índia que facilitaram as transferências financeiras e o transporte dos produtos.

"Os Estados Unidos estão comprometidos em restringir severamente as vendas ilícitas de petróleo e petroquímicos do Irã", disse o subsecretário do Tesouro para Terrorismo e Inteligência Financeira Brian E. Nelson. "Enquanto o Irã recusar um retorno mútuo à plena implementação do Plano de Ação Abrangente Conjunto (JCPOA, na sigla em inglês), os Estados Unidos continuarão a aplicar suas sanções à venda de petróleo e produtos petroquímicos iranianos", afirmou ainda.

"À medida que o Irã continua a acelerar seu programa nuclear em violação ao JCPOA, continuaremos a acelerar nossa aplicação de sanções às vendas de petróleo e petroquímicos do Irã sob autoridades que seriam removidas sob o JCPOA", diz o departamento, em referência ao acordo nuclear de 2015. As ações de fiscalização continuarão regularmente, com o objetivo de restringir severamente as exportações de petróleo e petroquímicos do Irã, afirma o comunicado, que diz que qualquer pessoa envolvida em facilitar vendas e transações ilegais deve "cessar e desistir imediatamente se desejar evitar as sanções dos EUA".

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