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EUA faz nova série de ataques ao Irã após Trump descartar cessar-fogo

De acordo com as Forças Armadas dos Estados Unidos, a série nova de ataques ao Irã tem como finalidade manter o Estreito de Ormuz aberto

Ataques em Ormuz: bombardeios no Estreito, estratégico ao setor petrolífero, motivaram nova onda de ataques após cessar-fogo (Getty Images)

Ataques em Ormuz: bombardeios no Estreito, estratégico ao setor petrolífero, motivaram nova onda de ataques após cessar-fogo (Getty Images)

Paloma Lazzaro
Paloma Lazzaro

Estagiária de jornalismo

Publicado em 8 de julho de 2026 às 17h35.

Última atualização em 8 de julho de 2026 às 19h10.

As Forças Armadas dos Estados Unidos iniciaram nesta quarta-feira, 8, uma série nova de ataques ao Irã horas após o presidente Donald Trump descartar a possibilidade de cessar-fogo com o país. O Comando Central dos EUA anunciou a nova investida militar e disse que a finalidade dela é manter o Estreito de Ormuz aberto.

"Por determinação do Comandante-em-Chefe, as forças do Comando Central dos EUA iniciaram ataques adicionais contra o Irã para reduzir ainda mais a capacidade do país de ameaçar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz", afirmou o Centcom em sua conta oficial da rede social X. "Os Estados Unidos responsabilizam o Irã pela recente agressão injustificada contra navios comerciais e tripulações civis que navegavam livremente por uma via navegável internacional de importância vital."

A nova onda de ataques ocorre após a retomada das ações militares americanas no Irã nesta terça-feira, 7, após três petroleiros, entre eles um navio do Catar, serem atingidos por projéteis com poucas horas de diferença no Estreito de Ormuz, segundo monitores marítimos e o Catar.

"As forças do Comando Central dos EUA iniciaram uma série de ataques contundentes contra o Irã para impor custos elevados pela ação de visar e atacar navios comerciais tripulados por civis inocentes em uma via navegável internacional", afirmou o Comando Central dos EUA na rede social X. "Os ataques dos EUA são uma resposta a investidas iranianas contra três embarcações comerciais que transitavam pelo Estreito de Ormuz. A agressão demonstrada pelo Irã foi injustificada, perigosa e uma clara violação do cessar-fogo."

A agência iraniana IRNA reportou 10 explosões em Chabahar e em Konarak, cidades litorâneas localizadas no Golfo do Omã. Esmaiel Baqaei, porta-voz do governo iranaiano, afirmou no X que "o memorando de entendimento entre o Irã e os Estados Unidos, desde o primeiro passo, não foi baseado na confiança, mas sim no mecanismo claro de 'compromisso por compromisso'; pois não havia nenhum sinal de boa-fé no comportamento da contraparte."

Trump não quer acordo com Irã, mas 'terminar o trabalho'

Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira, 8, que não acredita que quer chegar a um acordo com o Irã após a volta dos ataques em Ormuz na última semana. A fala ocorre durante à cúpula da Otan, em Ancara, na Turquia.

"Não acho que queira chegar a um acordo com eles. Podemos jogar jogos, mas eu não acho que quero chegar a um acordo. Vou apenas terminar o trabalho", afirmou o republicano durante coletiva de imprensa.

Trump também afirmou que acredita que a campanha militar americana no Irã foi um "tremendo sucesso" e que o único objetivo era "desnuclearizar o país". "Eu apenas posso dizer que eles não terão uma arma nuclear", disse. Outr

'Estou fazendo o que é certo para o mundo'

Durante a coletiva de imprensa da tarde desta quarta-feira, Trump também afirmou que a guerra no Irã é algo que "deveria ter sido feito há 47 anos", em referência à Revolução Islâmica de 1979, liderada pelo aitolá Khomeini, que instaurou o atual sistema político do país. "Eu estou fazendo o que é certo para o mundo", afirmou o americano.

"O líder deles se foi, os novos líderes também poderão se ir. Eu mesmo posso ir, pois sou o alvo número um deles", disse Trump.

No entanto, ele acredita que qualquer retorno da atividade militar acabará rapidamente devido à superioridade do arsenal norte-americano. "Eles não têm mais forças armadas. A aeronáutica deles se foi, a marinha deles se foi, com 159 navios no fundo do mar", afirmou.

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