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EUA dizem que vão monitorar uso de ativos iranianos liberados por acordo

Secretário do Tesouro afirma que parte relevante dos recursos será destinada à compra de alimentos e medicamentos dos EUA

Publicado em 24 de junho de 2026 às 12h22.

Última atualização em 24 de junho de 2026 às 12h23.

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O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou nesta quarta-feira que o governo americano acompanhará de perto a utilização dos ativos iranianos que forem desbloqueados no âmbito do acordo provisório firmado entre Washington e Teerã.

Segundo ele, uma parcela significativa desses recursos deverá ser usada na compra de produtos dos Estados Unidos.

Em entrevista à emissora CNBC, Bessent declarou que “uma porcentagem muito elevada” dos valores liberados será destinada à aquisição de alimentos e medicamentos americanos. O secretário acrescentou que a supervisão ocorrerá diretamente no Oriente Médio.

A medida faz parte da estratégia do governo do presidente Donald Trump para impor mecanismos de controle sobre o acesso do Irã a recursos congelados no exterior, considerado um dos pontos mais sensíveis das negociações entre os dois países.

Tesouro detalha supervisão dos recursos

As declarações de Bessent trazem informações que não aparecem de forma explícita no memorando de entendimento divulgado até agora. O documento não prevê que os ativos liberados devam ser obrigatoriamente direcionados à compra de produtos agrícolas ou farmacêuticos dos Estados Unidos.

O governo iraniano, por sua vez, contesta essa interpretação e afirma que não aceitou restrições desse tipo sobre o destino dos recursos desbloqueados.

Apesar de indicar que haverá fiscalização, Bessent não informou qual será o valor total liberado, onde os recursos ficarão depositados, qual grau de autonomia Teerã terá para realizar compras nem quais instrumentos específicos serão utilizados pelo Tesouro americano para monitorar as transações.

Críticos do acordo argumentam que o entendimento negociado por Trump concede benefícios excessivos ao Irã em troca de um período limitado de negociações e sem garantias definitivas sobre os temas mais sensíveis da relação entre os dois países.

*Com EFE 

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