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EUA aprovam venda de US$ 2,7 bilhões em defesa aérea para a Ucrânia

Pacote inclui mísseis, lançadores e radares antidrones e ainda precisa passar pela análise do Congresso americano

Entre os equipamentos solicitados pela Ucrânia estão diferentes tipos de mísseis, lançadores, radares para combater drones, sistemas móveis de lançamento, peças de reposição e outros equipamentos de apoio (Anton Petrus/Getty Images)

Entre os equipamentos solicitados pela Ucrânia estão diferentes tipos de mísseis, lançadores, radares para combater drones, sistemas móveis de lançamento, peças de reposição e outros equipamentos de apoio (Anton Petrus/Getty Images)

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 19 de setembro de 2026 às 13h52.

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Os Estados Unidos aprovaram uma possível venda de US$ 2,68 bilhões em equipamentos de defesa aérea para a Ucrânia, em meio à intensificação dos ataques russos e aos pedidos de Kiev por mais recursos para proteger o espaço aéreo do país. As informações são da agência AFP.

A autorização foi anunciada pelo Departamento de Estado americano na sexta-feira, 18. O órgão notificou o Congresso sobre a decisão de permitir uma possível venda militar ao governo ucraniano para a aquisição de sistemas, equipamentos e serviços destinados ao reforço da defesa aérea.

O pacote, no entanto, ainda não representa uma venda concluída. A proposta está sujeita à revisão do Congresso dos Estados Unidos.

Entre os equipamentos solicitados pela Ucrânia estão diferentes tipos de mísseis, lançadores, radares para combater drones, sistemas móveis de lançamento, peças de reposição e outros equipamentos de apoio.

A estimativa é de que o negócio alcance US$ 2,68 bilhões, cerca de R$ 13,7 bilhões.

Europa deve ajudar a financiar compra

Caso a negociação seja concluída, o financiamento deverá combinar recursos de países europeus com verbas do programa americano de Financiamento Militar Estrangeiro, conhecido pela sigla FMF, que foram destinadas durante o governo anterior, de Joe Biden.

O movimento ocorre em um momento em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pressiona os países europeus para que assumam uma parcela maior dos custos relacionados ao apoio à Ucrânia.

Trump tem defendido desde seu retorno à Casa Branca que os aliados europeus ampliem os gastos destinados à segurança do continente e ao apoio a Kiev.

A Ucrânia, por sua vez, enfrenta dificuldades para conter a ofensiva aérea da Rússia. Kiev e outras regiões do país têm sido alvo de ataques russos com drones e mísseis, enquanto as forças ucranianas enfrentam limitações no estoque de munições para seus sistemas de defesa.

EUA ampliam pressão contra a Rússia

A aprovação da possível venda ocorre também em meio a uma nova rodada de pressão econômica dos Estados Unidos sobre Moscou.

Na sexta-feira, Trump sancionou uma legislação que amplia as medidas contra a Rússia e busca reduzir as receitas utilizadas pelo país para financiar a guerra na Ucrânia.

A nova lei tem como alvo setores como energia e defesa, além do presidente russo, Vladimir Putin, e de integrantes do alto escalão do governo. A legislação também alcança a chamada “frota fantasma”, formada por petroleiros utilizados por Moscou para contornar restrições ocidentais.

O texto ainda permite ao governo americano impor tarifas de até 100% sobre grandes compradores de petróleo e gás russos, medida que pode atingir países como China e Índia.

O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, comemorou a aprovação da legislação e afirmou nas redes sociais que a medida representa uma ferramenta para ampliar a pressão sobre Moscou e tentar levar a Rússia a negociar o fim do conflito.

A China reagiu neste sábado, 19, afirmando que se reserva o direito de adotar medidas para proteger seus interesses e os de empresas chinesas. A Índia, por sua vez, declarou que continuará buscando petróleo por meio da diversificação de fornecedores.

Nova Délhi mantém uma relação estratégica com Moscou e tornou-se um importante comprador de petróleo russo nos últimos anos, apesar da pressão exercida por países ocidentais desde o início da invasão da Ucrânia, em 2022.

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