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EUA anunciam testes para detectar deficiência de testosterona em militares

Medida prevê exames anuais para militares com mais de 30 anos e torna opcional a terapia de reposição hormonal

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 15 de julho de 2026 às 19h17.

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O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, anunciou nesta quarta-feira, 15, a autorização de um programa de testes para identificar deficiência de testosterona em militares com mais de 30 anos.

A medida passa a integrar a avaliação médica obrigatória das Forças Armadas e tem como objetivo verificar se os soldados apresentam níveis considerados "adequados" do hormônio para o desempenho das atividades militares.

A iniciativa faz parte de uma série de mudanças defendidas por Hegseth para elevar os padrões físicos das tropas. Entre elas estão novos requisitos de condicionamento, com o objetivo de evitar soldados "gordos" e "barbudos", dentro da proposta do secretário de restaurar o "mais alto padrão masculino" no Exército.

Em um vídeo publicado na rede social X, antigo Twitter, Hegseth afirmou que, embora os Estados Unidos invistam "consideravelmente" em sistemas de armas e equipamentos, a "vantagem tática mais decisiva sempre será o combatente individual".

"Temos o dever sagrado de manter essa vantagem. Por isso, para cumprir esse compromisso hoje, autorizo um novo programa de detecção de deficiência de testosterona para o nosso pessoal militar, garantindo que eles contem com os níveis adequados deste hormônio para render ao máximo de suas capacidades", escreveu.

Segundo Hegseth, está "cientificamente comprovado que, com a idade, os níveis de testosterona costumam diminuir de forma natural". Por esse motivo, militares com 30 anos ou mais passarão por exames anuais durante a avaliação médica periódica. Já os integrantes das Forças Armadas com menos de 30 anos poderão realizar o teste de forma voluntária.

O secretário também destacou que "Se o tratamento for recomendado, a terapia de reposição de testosterona é totalmente opcional. Esta iniciativa não busca melhorar artificialmente o rendimento, mas sim restaurar e otimizar suas capacidades naturais, proteger sua longevidade e assegurar que contem com a base biológica necessária para o combate", esclareceu.

A testosterona é o principal hormônio sexual masculino. A redução de seus níveis no organismo pode provocar fadiga, diminuição da libido, perda de massa muscular e de densidade óssea. O quadro também pode estar associado a alterações de humor, dificuldade de concentração e maior propensão à depressão e à ansiedade.

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