EUA analisam extradição de ex-presidente peruano Alejandro Toledo

Alejandro Toledo é investigado por corrupção envolvendo a Odebrecht, ele teria pedido propina de US$ 20 milhões em troca de concessões

Lima - O Departamento de Justiça dos Estados Unidos está analisando o pedido de extradição do ex-presidente do Peru, Alejandro Toledo, denunciado por supostamente receber uma milionária propina da construtora Odebrecht, e fazendo consultas sobre o caso, informou na quinta-feira o Ministério Público peruano.

A Unidade de Cooperação Judicial Internacional e Extradição (UCJIE) do Gabinete do Procurador informou que o Departamento de Justiça americano está realizando uma revisão minuciosa do expediente, a pedido do Tribunal de Primeira Escola Nacional.

O pedido de extradição do ex-presidente foi apresentado pela Embaixada do Peru, em Washington, ao Departamento de Estado em maio do ano passado, que fez uma série de consultas à UCJIE, respondidas e enviadas dois meses depois, explicou uma nota de imprensa do Ministério Público.

O Departamento de Justiça informou à Promotoria que está analisando o volumoso pedido de extradição e, por sua vez, realizando consultas aos promotores competentes do distrito onde está Alejandro Toledo, o que implicará um longo tempo.

O ex-presidente peruano reside na Califórnia, desde o fim de seu mandato, e, há dois anos, é investigado pelos supostos crimes de lavagem de dinheiro, conspiração e tráfico de influência cometidos contra o Peru.

De acordo com as investigações preliminares, Toledo pediu propina de US$ 20 milhões aos representantes da Odebrecht no Peru para dar a eles a concessão para a construção de dois lances da estrada Interoceânica sul.

O dinheiro foi transferido para contas de empresas de seu amigo, Josef Maiman, que por sua vez criou uma empresa com a sogra de Toledo, na Costa Rica, com o objetivo de reenviar várias quantias ao Peru para a aquisição de imóveis.

Além de Toledo, são investigados pelo caso Odebrecht os ex-presidentes peruanos Alan García, Ollanta Humala e Pedro Pablo Kuczynski. Assim como a líder da oposição Keiko Fujimori, presa preventivamente por 36 meses.

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