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'Estado 51": Venezuela rejeita ideia de integração aos EUA após fala de Trump

Presidente interina venezuelana afirmou que proposta “jamais estaria prevista” e reforçou defesa da independência do país

Venezuela: Delcy Rodríguez rejeita fala de Donald Trump sobre possível integração do país aos Estados Unidos (Miguel Gutiérrez/EFE)

Venezuela: Delcy Rodríguez rejeita fala de Donald Trump sobre possível integração do país aos Estados Unidos (Miguel Gutiérrez/EFE)

Publicado em 12 de maio de 2026 às 07h18.

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou nesta segunda-feira, 11, que “jamais estaria previsto” que o país se torne o “estado 51” dos Estados Unidos, em resposta a declarações do presidente americano, Donald Trump.

A fala ocorreu durante agenda em Haia, na Holanda, após Trump afirmar em entrevista à Fox News que estaria “considerando seriamente” a possibilidade de integrar a Venezuela ao território norte-americano.

Rodríguez rejeitou a hipótese e afirmou que o país mantém sua identidade histórica baseada na independência. “Isso não está previsto. Jamais estaria previsto, porque se algo temos os venezuelanos e as venezuelanas é que amamos nosso processo de independência”, disse.

Esta não é a primeira vez que o presidente americano menciona a possibilidade. Em março, após uma vitória da Venezuela no Clássico Mundial de Beisebol contra a Itália, Trump publicou em sua rede social que “estão acontecendo coisas boas” no país e questionou sobre um “estado número 51?”.

Em outras ocasiões, ele também fez comentários sobre uma eventual candidatura futura na Venezuela e afirmou que poderia ter apoio no país.

Resposta venezuelana reforça discurso de soberania

Na manifestação mais recente, Delcy Rodríguez reiterou que a Venezuela seguirá defendendo sua soberania e integridade territorial.

“Nossa história é uma história de glória de homens e mulheres que deram suas vidas para fazer de nós não uma colônia, mas um país livre”, declarou.

A líder venezuelana afirmou que Caracas mantém uma agenda de cooperação com Washington e disse que esse é o caminho que o país pretende seguir nas relações bilaterais.

*Com EFE

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