Repórter
Publicado em 20 de janeiro de 2026 às 07h42.
Última atualização em 20 de janeiro de 2026 às 07h46.
O ministro dos Transportes e Mobilidade Sustentável da Espanha, Óscar Puente, afirmou nesta segunda-feira, 20, que a investigação sobre o acidente ferroviário em Adamuz, no sul do país, deverá esclarecer se a ruptura identificada em um trecho da via férrea foi a causa ou a consequência do descarrilamento de um dos trens de alta velocidade envolvidos na colisão que deixou 40 mortos.
Em entrevistas concedidas ao longo da tarde e da noite, Puente descartou qualquer conclusão preliminar sobre uma possível falha estrutural. Segundo ele, não é possível afirmar, neste momento, que houve um problema de soldagem na via, hipótese levantada após a divulgação de imagens do local pela Guarda Civil espanhola.
“Determinar agora que existe um problema de soldagem é totalmente inviável”, disse o ministro, ao comentar informações que circulam sobre o ponto exato onde um dos comboios saiu dos trilhos antes de colidir com o outro.
Puente reconheceu que a especulação em torno das causas do acidente é inevitável, mas reforçou que qualquer conclusão dependerá de análises técnicas aprofundadas. Em entrevista à emissora La Sexta, ele afirmou que, em um trecho de até 300 metros da linha férrea, foram identificadas diversas rupturas.
De acordo com o ministro, uma dessas falhas pode estar mais próxima do local do descarrilamento, mas ainda não há como determinar se ela surgiu em decorrência do impacto ou se foi o fator que provocou o acidente. Essa distinção, ressaltou, exige exames laboratoriais e investigação pericial detalhada, que ainda estão em andamento.
As autoridades espanholas mantêm o foco na apuração técnica do caso, enquanto equipes especializadas seguem analisando a infraestrutura ferroviária e os dados operacionais dos trens envolvidos.
*Com informações da EFE