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Eslováquia diz que não aceita ameaças por cota de refugiados

O chefe do governo eslovaco lembrou que nunca antes nenhum membro da União Europeia foi "castigado por sua postura"

Praga - O primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, advertiu nesta terça-feira que seu país não se deixará intimidar com "ameaças" de outras nações porque rejeita as cotas obrigatórias de refugiados propostas por Bruxelas para reparti-los em toda a União Europeia (UE).

"Se acham que vão nos intimidar com ameaças, se equivocam", disse hoje o líder eslovaco em entrevista coletiva no Escritório do Executivo.

Fico reagiu assim à abordagem da Alemanha e da Comissão Europeia (CE) de cortar fundos comunitários aos países que consideram "não solidários" por não aceitar uma repartição equitativa dos refugiados.

O chefe do governo eslovaco, a cujo país corresponderia receber 2.287 solicitantes de asilo, lembrou que nunca antes nenhum membro da UE foi "castigado por sua postura".

Na sua opinião, a suspensão dos fundos europeus não é algo permitido pela legislação comunitária e, se for preciso, a "Eslováquia se defenderá".

Além da Eslováquia, rejeitaram as cotas obrigatórias outros países como a República Tcheca, Hungria, Polônia, Letônia e Romênia, que propõem cotas voluntárias.

A Eslováquia disse estar disposta a receber 200 refugiados sírios cristãos.

"Solicitaremos uma cúpula. Esta cúpula deve decidir definitivamente sobre o seguinte passo. Vou a essa cúpula com o mandato de não aceitar em nenhum caso as cotas, mesmo se fiquemos sós", disse Fico.

Tanto o presidente tcheco, Milos Zeman, como o chefe do governo, Bohuslav Sobotka, se mostraram hoje de novo contrários às cotas obrigatórias, embora não com a veemência do líder eslovaco.

As autoridades tchecas também consideram que o corte dos fundos aos países não solidários é uma proposta que carece de base legal.

O ministro alemão do Interior, Thomas de Maizière, disse hoje à televisão pública alemã "ZDF" que considera necessário começar a falar de "medidas de pressão" contra aqueles países que se negam a uma repartição equitativa de refugiados.

O alemão criticou o fato de que "não acontece" nada com essas nações, por isso qualificou de um "comportamento não solidário de uma minoria", e uniu-se à proposta do presidente da CE, Jean-Claude Juncker, de responder com um corte dos meios que recebem dos fundos estruturais comunitários.

De Maizière lamentou o fracasso do Conselho europeu de ministros de Interior realizado ontem em Bruxelas, na hora de conseguir consenso político para repartir 120 mil refugiados entre os 28 de uma maneira automática, com cotas vinculativas calculadas baseadas em dados de emprego, renda nacional e população.

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