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Equador nega ataque à Colômbia e diz que acusações de Petro são falsas

Declaração ocorre após Colômbia acusar ataque aéreo na região de fronteira

Daniel Noboa: presidente do Equador nega bombardeio e aumenta tensão com Gustavo Petro. (Francisco J. Olmo/Europa Press via Getty Images)

Daniel Noboa: presidente do Equador nega bombardeio e aumenta tensão com Gustavo Petro. (Francisco J. Olmo/Europa Press via Getty Images)

Publicado em 17 de março de 2026 às 11h46.

O presidente do Equador, Daniel Noboa, afirmou nesta terça-feira, 17, que são “falsas” as acusações feitas pelo presidente da Colômbia, Gustavo Petro, sobre um suposto bombardeio realizado a partir do território equatoriano.

A reação ocorre após Petro declarar, na véspera, que uma bomba teria sido lançada de um avião próximo à fronteira entre os dois países.

Equador diz que atua dentro do próprio território

Em resposta, Noboa afirmou que as operações militares do país ocorrem exclusivamente dentro de suas fronteiras e têm como alvo grupos criminosos.

Segundo o presidente, as ações miram organizações ligadas ao narcotráfico e à guerrilha, muitas delas compostas por colombianos.

“Estamos agindo em nosso território, não no seu”, escreveu Noboa em rede social, ao rebater diretamente as declarações de Petro.

Operações contra grupos armados

Na semana passada, o Equador realizou um ataque a um campo de treinamento de dissidentes das Farc na província de Sucumbíos, região próxima à fronteira.

A área é considerada estratégica para o crime organizado, com atuação de grupos envolvidos no tráfico de drogas, armas, pessoas e mineração ilegal.

Os dois países compartilham cerca de 600 quilômetros de fronteira, historicamente marcada pela presença de organizações criminosas transnacionais.

Tensão política e comercial

O episódio ocorre em meio a uma escalada de tensões entre os dois países, que também enfrentam uma disputa comercial iniciada em fevereiro.

As divergências envolvem tarifas, fornecimento de energia e transporte de petróleo, além de críticas mútuas sobre o controle da fronteira.

Apesar do impasse, a chanceler equatoriana, Gabriela Sommerfeld, afirmou que Equador e Colômbia devem retomar negociações por meio da Comunidade Andina.

Segundo ela, o objetivo é avançar em medidas conjuntas para reduzir a violência na região.

O governo equatoriano também cobrou maior controle da Colômbia sobre sua fronteira, apontando que a falta de fiscalização contribui para a atuação de grupos criminosos em ambos os países.

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