Em meio a pior crise da história, venezuelanos acham tesouro na praia

Pescadores de pequena cidade no litoral do Caribe encontram centenas de artefatos de ouro e prata; região foi frequentada por piratas

Os pescadores do vilarejo de Guaca, na Venezuela, mal acreditaram no que viram. Colares e aneis de ouro começaram a aparecer na orla da pequena cidade. Nos últimos meses, os pescadores descobriram centenas de ornamentos de ouro e prata encalhados no litoral da comunidade de 2.000 habitantes, no mar do Caribe. Para muitos, foi uma mensagem de esperança.

A Venezuela vive a pior crise de sua história, com uma taxa de inflação de quase 300% e uma expectativa de queda do PIB de mais de 10% este ano. Desde 2015, o PIB encolheu 65%, uma das maiores contrações do mundo. O governo venezuelano não tem revelado informações recentes sobre os casos de coronavírus, que também podem estar colocando pressão sobre as contas públicas.

A economia, de qualquer modo, já vinha naufragando. A produção de petróleo, responsável por boa parte da produção de riqueza da Venezuela, caiu de 1,2 milhão de barris por dia no início de 2019 para 350 mil barris este ano. Falta combustível nos postos de gasolina e há filas de desempregados.

As cidades em locais distantes, como Guaca, tem sido mais poupadas, mas mesmo assim a situação é preocupante. Por isso, os pescadores receberam com tanta gratidão o que consideram um presente dos céus. Alguns afirmam ter vendido os adereços de ouro por até 1.500 dólares cada um, o que corresponde a renda de muitos meses de trabalho para a maioria da população.

Ainda não se sabem a origem do tesouro. Há suspeitas que o ouro naufragado possa ser fruto de um naufrágio de piratas do Caribe. Essa parte do litoral da Venezuela é formada por pequenas ilhas e baias que foram percorridas por aventureiros durante séculos.

A região é frequentada atualmente por cartéis do crime. Por isso, não se descarta a possibildade que o ouro seja algum tesouro perdido de traficantes. Algumas das peças encontradas pelos pescadores são deste século, o que corrobora a tese de que possa ter ocorrido um naufrágio durante algum transporte de pagamento do crime organizado.

Como Guaca é considerada uma localidade remota e a falta de gasolina é um empecilho para a locomação de automóveis e ônibus, o tesouro deve permancer guardado por algum tempo.

 

 

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