Em ação inédita, Trump quer seu nome nos cheques de ajuda aos americanos

Esses cheques são assinados por um funcionário público, sem que o nome do presidente apareça, para garantir que pagamentos sejam apartidários
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump: mandatário está na disputa pela reeleição ao cargo (Danny Wild-USA TODAY Sports/Reuters)
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump: mandatário está na disputa pela reeleição ao cargo (Danny Wild-USA TODAY Sports/Reuters)
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Da Redação

Publicado em 15/04/2020 às 14:59.

Última atualização em 15/04/2020 às 22:29.

Em um movimento inédito, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou que seu nome seja escrito nos cheques de renda extra que serão enviados aos cidadãos americanos afetados pela pandemia de coronavírus. A informação é do jornal americano, The Washington Post.

A emissão dos cheques, que devem ser enviados para cerca de 70 milhões de americanos, é parte fundamental do pacote econômico anunciado pelo governo para mitigar os efeitos da doença na economia americana. O valor destinado para cada cheque é de 1.200 dólares e terá o nome de Donald Trump do lado esquerdo do papel.

De acordo com a publicação, é a primeira vez que o mandatário irá aparecer nos cheques emitidos pelo Departamento da Receita Federal (IRS), seja para os cheques emitidos no passado para estimular a economia ou para dividir os rendimentos dos momentos de bonança.

Geralmente, no entanto, o papel é assinado apenas por um funcionário público, sem que o nome do presidente em exercício conste nele, para garantir que os pagamentos sejam apartidários.

Vale lembrar que Trump está em campanha por sua reeleição à presidência. A eleição presidencial acontece em novembro e será disputada por ele contra um rival democrata, possivelmente o ex-vice-presidente, Joe Biden.

A novidade, informaram ao jornal fontes ligadas ao IRS, irá atrasar a chegada da ajuda financeira, uma vez que é necessário adaptar o sistema que faz a emissão dos cheques para que o nome de Trump seja incluído. Oficialmente, no entanto, o Departamento do Tesouro nega qualquer atraso no envio da ajuda financeira.