Eletricidade voltou em quase todo país, diz governo da Venezuela

O representante do governo venezuelano responsabilizou os Estados Unidos pelo apagão que atinge boa parte do país desde quinta-feira

Caracas —  O ministro de Comunicação da Venezuela, Jorge Rodríguez, afirmou na tarde desta terça-feira que quase todo o serviço elétrico no país foi restabelecido após o blecaute ocorrido na quinta-feira e que afetou praticamente todo o território nacional.

"A esta hora, quase todo o fornecimento da energia elétrica foi restabelecido em todo o território nacional", disse Rodríguez diante de jornalistas.

O ministro qualificou isto como uma "vitória" diante do que considera um "ataque terrorista" cometido, segundo ele, pelos Estados Unidos no sistema "circulatório" e no "cérebro" do serviço elétrico na Venezuela.

No entanto, pediu atenção porque, disse, a "guerra elétrica" continua.

O governante Nicolás Maduro tinha dito antes que o sistema de eletricidade foi sabotado e atacado pelos EUA de maneira cibernética na principal hidrelétrica do país, o Guri, situada no estado de Bolívar (sul).

A recuperação do serviço elétrico esteve a cargo de Maduro, que vigiou desde uma "sala situacional", segundo disse hoje Rodríguez, junto aos trabalhadores da estatal empresa Corpoelec.

Pela falha elétrica também foi afetado o fornecimento de água no país, mas após o restabelecimento "de quase todo" o serviço elétrico, também foram acesos os sistemas de bombeamento de água.

A Venezuela registrou na quinta-feira um blecaute em massa que paralisou o país, pois além de que se suspendessem as jornadas trabalhistas e as aulas, as comunicações e o transporte também foram afetados.

O blecaute que manteve vários estados sem luz por até quatro dias provocou saques em regiões como Zulia (noroeste) e Mérida, enquanto ONGs como a Organização Médicos pela Saúde reportaram que vários hospitais foram afetados e que por esse motivo pelo menos 21 pessoas morreram.

O país registra há anos falhas elétricas que pioraram à medida que passa o tempo, mas o ocorrido na quinta-feira foi o mais prolongado da história da Venezuela.

A crise se acentuou na Venezuela depois que em 23 de janeiro o líder do Parlamento, Juan Guaidó, se autodeclarou líder interino do país ao invocar artigos da Constituição venezuelana e obteve o apoio de boa parte dos países do continente americano, incluído dos EUA, e de diversas nações europeias.

A oposição venezuelana, que não reconhece o novo mandato de seis anos de Nicolás Maduro que começou em 10 de janeiro, assegura que o país atravessa uma "emergência humanitária complexa" e pediu ajuda à comunidade internacional para atendê-la.

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