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Eleições no Peru: Sánchez avança e deve enfrentar Fujimori no 2º turno

Com quase 90% dos votos apurados, candidato de esquerda ultrapassa rival e caminha para disputar o segundo turno contra Keiko Fujimori

Eleições no Peru: com 89,8% dos votos apurados, Fujimori (Força Popular) obtém 16,94% dos votos válidos (Freepik/Divulgação)

Eleições no Peru: com 89,8% dos votos apurados, Fujimori (Força Popular) obtém 16,94% dos votos válidos (Freepik/Divulgação)

EFE
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Agência de Notícias

Publicado em 15 de abril de 2026 às 13h21.

O candidato de esquerda Roberto Sánchez, aliado do ex-presidente Pedro Castillo (2021-2022), tomou nesta quarta-feira do candidato de extrema direita Rafael López Aliaga o segundo lugar na apuração das eleições presidenciais do Peru e caminha para disputar o segundo turno contra a candidata de direita Keiko Fujimori.

Com 89,8% dos votos apurados, Fujimori (Força Popular) obtém 16,94% dos votos válidos, o equivalente a 2.578.744 cédulas, enquanto Sánchez (Juntos pelo Peru) conta com 11,97%, graças aos 1.822.961 votos a seu favor; ficando à frente de López Aliaga (Renovação Popular), que registra 11,94%, com 1.817.943.

Em quarto lugar, perto de Sánchez e López Aliaga, está o centrista Jorge Nieto (Partido do Bom Governo), com 11,11% dos votos válidos, o que significa 1.692.400 cédulas.

Desde que a apuração estava em 70% até o momento, Sánchez conseguiu reduzir uma desvantagem de 500 mil votos em relação a López Aliaga e ultrapassá-lo. O movimento marca o momento em que começaram a ser computados os votos das zonas rurais, onde o candidato de esquerda é o mais votado.

Enquanto López Aliaga concentrou seus votos principalmente na capital, Lima, e nas maiores cidades do Peru, que são os primeiros a serem contabilizados, Sánchez obteve seus votos no meio rural. Nessas regiões, o candidato fez a 'Rota Castillista' com a promessa de libertar o ex-presidente preso e retomar o seu projeto político, interrompido pela tentativa de golpe de Estado que protagonizou em 2022.

López Aliaga convoca 'insurgência civil'

Ao ver a iminência desta situação, López Aliaga denunciou fraude sem apresentar provas, alegando que foi prejudicado por atrasos na abertura de locais de votação em Lima, devido à demora na distribuição do material eleitoral que deveria chegar aos colégios.

Desta forma, ontem, o empresário e ex-prefeito de Lima reuniu centenas de apoiadores para convocá-los à "insurgência civil" e a "incendiar a pradaria", ao mesmo tempo em que pediu novamente a prisão de Pierto Corvetto, chefe da Oficina Nacional de Procesos Electorales (ONPE), órgão encarregado de organizar o pleito.

A declaração foi feita apesar de ainda faltar a apuração de grande parte dos votos do exterior, mais favoráveis a López Aliaga do que a Sánchez, e a resolução de mais de 3 mil atas que foram impugnadas por irregularidades de diversas naturezas.

Caso esses resultados se confirmem, será a quarta vez seguida que a filha e herdeira política do ex-presidente Alberto Fujimori (1990-2000) estará no segundo turno, após ter perdido nessa fase nas três ocasiões anteriores para Ollanta Humala (2011), Pedro Pablo Kuczynski (2016) e Pedro Castillo (2021).

Mais de 27,3 milhões de peruanos foram convocados no último domingo para eleger suas autoridades nacionais para o período 2026-2031. Entre os cargos está a Presidência, pela qual passaram oito mandatários nos últimos dez anos em meio a uma espiral de crises políticas.

O dia da eleição foi marcado por problemas na distribuição do material eleitoral em vários distritos de Lima, o que causou atrasos no início do pleito e até mesmo o impedimento da votação em 13 colégios eleitorais da capital. O incidente deixou 52.261 pessoas sem exercer seu direito de voto, situação que o júri eleitoral ordenou posteriormente que fosse solucionada com a prorrogação da votação até a última segunda-feira.

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