Eleições em Portugal: resultados preliminares (AFP)
Redação Exame
Publicado em 8 de fevereiro de 2026 às 17h51.
O socialista moderado António José Seguro já é apontado, segundo projeções dos meios de comunicação de Portugal, como o vencedor das eleições presidenciais do país, realizadas neste domingo, 8.
Nas pesquisas, baseadas em boca de urna, Seguro obteve votação estimada entre 67% e 73%. O resultado confirma o favoritismo do ex-líder partidário e impõe uma derrota ao candidato da direita radical, André Ventura, que deve figurar na faixa entre 27% e 33% dos votos válidos.
Aos 63 anos, o presidente eleito retornou à linha de frente da política após uma década de afastamento. A vitória ocorre em um cenário de governo minoritário liderado pelo primeiro-ministro Luís Montenegro, o que torna o papel do chefe de Estado ainda mais estratégico.
Seguro assumirá o posto em março, sucedendo o conservador Marcelo Rebelo de Sousa, que deixa o Palácio de Belém após dois mandatos consecutivos. O novo mandatário terá em mãos o poder de dissolver o Parlamento e convocar eleições antecipadas, uma prerrogativa fundamental para o equilíbrio de forças em Portugal.
Embora as funções presidenciais possuam caráter cerimonial em sua maioria, a autoridade moral de Seguro será testada na mediação de conflitos entre o status quo político e o crescimento das alas mais extremistas. A ampla vantagem obtida nas urnas confere ao socialista o capital político necessário para exercer o papel de árbitro da nação.
A eleição de António José Seguro sinaliza uma preferência do eleitorado português pela moderação em um momento de incerteza econômica na zona do euro. Analistas apontam que a derrota de André Ventura, líder do partido Chega, retarda o avanço de movimentos populistas no poder Executivo, embora a sigla permaneça como uma força relevante na oposição parlamentar.
O reconhecimento da vitória de Seguro por líderes europeus deve ocorrer ainda nesta noite, reforçando o alinhamento de Lisboa com as diretrizes de cooperação da União Europeia.
A partir da posse, o novo presidente enfrentará o desafio de unificar um país que saiu dividido de uma campanha intensa e marcada por desastres climáticos.
A gestão de Seguro será monitorada de perto pelos agentes financeiros, que buscam garantias de previsibilidade nas contas públicas e na condução das reformas estruturais.
(Com AFP)