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Exército proíbe Mursi de sair do Egito

As Forças Armadas do Egito proibiram o presidente deposto Mohammed Morsi e diversos líderes do alto escalão da Irmandade Muçulmana de deixarem o país


	A proibição de deixar o Egito envolve Mursi e diversos líderes da Irmandade Muçulmana, entre eles Mohammed Badie e seu influente vice Khairat el-Shater
 (Fayez Nureldine/AFP)

A proibição de deixar o Egito envolve Mursi e diversos líderes da Irmandade Muçulmana, entre eles Mohammed Badie e seu influente vice Khairat el-Shater (Fayez Nureldine/AFP)

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Da Redação

3 de julho de 2013, 21h57

São Paulo - As Forças Armadas do Egito proibiram o presidente deposto Mohammed Mursi e diversos líderes do alto escalão da Irmandade Muçulmana de deixarem o país.

A ordem foi baixada depois do golpe militar que encerrou precocemente o governo do primeiro presidente democraticamente eleito da história egípcia.

A proibição envolve Mursi e diversos líderes da Irmandade Muçulmana, entre eles Mohammed Badie e seu influente vice Khairat el-Shater.

Fontes nos serviços de segurança disseram que Badie está cercado no interior de um complexo litorâneo em Marsa Matrouh, cidade mediterrânea próxima à fronteira com a Líbia.

Mais cedo, as Forças Armadas do Egito detiveram dois dirigentes da Irmandade Muçulmana, afirmou uma fonte nos serviços de segurança.

Os dirigentes detidos foram identificados pela fonte como Saad el-Katatni, líder do Partido Liberdade e Justiça, e Rashad Bayoumi, um dos vice-diretores da Irmandade Muçulmana.

Eles estariam supostamente ligados a um episódio no qual 30 integrantes da Irmandade Muçulmana escaparam da cadeia em meio à revolta popular que depôs o ditador Hosni Mubarak, no início de 2011.

Mursi, o presidente deposto hoje, é filiado à Irmandade Muçulmana. A organização foi mantida na ilegalidade durante a maior parte das mais de cinco décadas em que as Forças Armadas dominaram a política egípcia até a queda de Mubarak. Fonte: Associated Press.