Efeito vacina? Em 37 dias, número de novos casos de covid-19 cai 69% nos EUA

Cerca de 42 milhões de americanos já receberam a primeira dose da vacina contra covid-19, mas outras medidas de combate à pandemia também estão ajudando o país a reverter os números de casos e mortes

Epicentro da pandemia do novo coronavírus, os Estados Unidos estão assistindo uma rápida reversão no registro de casos de covid-19. Nos últimos 37 dias, houve uma queda de 69% no número de novos casos de covid-19 no país. Já o número de mortes recuou 32%, no mesmo período.

No dia 11 de janeiro, o país atingiu o número de 248,7 mil casos diários, na média dos últimos sete dias – o pico de registros em único dia desde o início da pandemia. Passados 37 dias, no dia 17 de fevereiro, o número de novos casos foi de 77,6 mil.  Veja abaixo o gráfico que mostra a evolução da doença no país:

Número de novos casos de covid-19 por dia nos EUA

 (Arte/Site Exame)

“A vacinação nos Estados Unidos, que começou meio bagunçada, agora ganhou velocidade. O país deixou de lado a estratégia de vacinar apenas os grupos prioritários para fazer uma imunização em massa, mesmo porque lá há doses para vacinar em larga escala”, diz Natalia Pasternak, microbiologista e presidente do Instituto Questão de Ciência

A vacinação nos Estados Unidos começou em 14 de dezembro. Até o momento, 42,2 milhões de americanos receberam ao menos uma dose de vacina, o que equivale a 34% das pessoas dos grupos prioritários e 12% da população geral do país.

O avanço da vacinação já impacta o número de mortes: os óbitos passaram de 3,2 mil, em 11 de janeiro, para 2,2 mil óbitos diários em 17 de fevereiro, dado que também computa a média dos últimos sete dias. Desde o início da pandemia, os Estados Unidos registram 27,8 milhões de casos e quase 493 mil mortos.

Mas não foi só o efeito vacinação que está mudando os rumos das pandemia nos Estados Unidos. Pasternak lembra que o início do mandato do presidente americano Joe Biden mudou a forma como o país passou a combater a doença e como é feita a comunicação sobre a crise sanitária.

“Saiu um presidente negacionista e entrou outro que acredita na Ciência”, diz a microbiologista. “O uso de máscaras passou a ser obrigatório nos Estados Unidos e melhorou a comunicação com a população. São vários fatores que mudaram uma trajetória ascendente em descendente.”

As principais autoridades de saúde dos EUA disseram na quarta-feira, 17, que os EUA terão vacinas suficientes para cada americano até o "final de julho", repetindo uma estimativa do presidente Joe Biden.

"Estamos a caminho de ter fornecimento de vacina suficiente para 300 milhões de americanos até o final de julho", disse Jeff Zients, coordenador da força-tarefa de combate à pandemia da Casa Branca, na quarta-feira.

 

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